17 de abril de 2017

Minha horta no espaço urbano

Os apaixonados pela culinária valorizam ervas aromáticas frescas, que dão mais sabor aos pratos do que os temperos prontos ou industrializados. É por isso que muitos cozinheiros contam com uma horta em casa e produzem os próprios condimentos. Porém, lidar com terra, adubo e mudas ou sementes não é uma tarefa tão simples.

Lugar, época de plantio e de colheita e incidência de sol direta ou indiretamente também são fatores que influenciam no sucesso da horta. Já tentei plantar mudas de ervas aromáticas várias vezes em floreiras, no meu apartamento, mas invariavelmente, elas morrem.

Desisti de cultivar as ervas no apartamento, mas não desisti da hortinha. Então migrei tudo para o lugar onde trabalho. As mudinhas foram plantadas em um cantinho bem reservado, e tem meu acompanhamento quase diário. 


É um espaço muito urbano, tem muitos funcionários que circulam pelo local, mas por enquanto tem dado certo. Elas têm o espaço que precisam e a luz necessária para sobreviver. De vez em quando até rola um chazinho pra galera...


Mas plantar ervas aromáticas, apesar de simples, requer atenção e cuidados. Para descomplicar o cultivo de ervas e temperos e evitar frustrações, é preciso seguir orientações agronômicas.

Procurei plantar as espécies mais indicadas para as hortas caseiras. Essas, geralmente com espaço limitado, são as plantas de menor porte e com crescimento mais rápido, como orégano, manjericão, manjerona, alecrim, hortelã e tomilho.


As estações mais indicadas para o plantio são a primavera e o verão. De modo geral, as ervas aromáticas se adaptam melhor ao clima quente. O recomendável é garantir um ambiente com temperaturas que variam entre 20 e 25 graus. Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste essas ervas se desenvolvem bem. Em regiões frias, as baixas temperaturas atrapalham o metabolismo desse tipo de planta, fazendo com que ela não tenha desenvolvimento inferior em comparação com outras regiões.

Regas

A rega precisa ser moderada. O excesso de água causa apodrecimento e a planta morre. Muita água também pode lavar o solo, retirando nutrientes que a planta absorve.

No início do cultivo, quando a planta ainda é uma muda, o ideal é regar todos os dias, em horários de tempo mais fresco. Se a água for aplicada entre 10h e 14h, o calor pode aquecer a água e cozinhar a raiz da planta. Após o desenvolvimento da planta, a necessidade de rega diminui. Em dias mais úmidos ou chuvosos, pode regar três vezes por semana. Mas em dias secos, o ideal é regar em dias alternados.

Há um teste simples que pode ser feito para saber se o solo recebeu água na medida certa. Basta pegar um punhado de terra e apertar. Se escorrer água pelos dedos, o solo está encharcado. Se a terra “esfarinhar” significa que está muito seco. O resultado ideal é quando a terra fica com uma consistência de “massinha”. É melequento, mas funciona.

Colheita

É fundamental respeitar o ciclo de desenvolvimento da planta. Além disso, segundo dados da publicação “Plantas aromáticas e condimentares: uso aplicado na horticultura”, de Lenita Haber e Flávia Clemente, cada planta exige cuidados específicos durante a colheita.

Alecrim: colheita após 6 a 8 meses. Colher em dias ensolarados e quentes, para obtenção de maior teor de óleo essencial e, de preferência, no período da manhã.

Hortelã: ciclo de 3 a 4 meses. Colher em dias ensolarados, no período de 9 às 11h, a 10 cm do solo, evitando-se dias nublados ou chuvosos.

Manjericão: de 3 a 4 meses. Colher no início do estádio de florescimento, a 20 cm do solo, no período da manhã, após a secagem do orvalho.

Manjerona: de 4 a 5 meses. Colher os ramos a 10/15 cm do solo, no inicio da floração.

Orégano: de 4 a 5 meses. Cortar acima do segundo conjunto de folhas.

Tomilho: de 5 a 6 meses. Os ramos devem ser colhidos a 10 cm do solo.

3 comentários:

  1. Tive a honra de conhecer a hortinha, que está linda! Rendendo bons chás à redação Secom. Parabéns pela iniciativa Paty. :) bjs Olga

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