30 de março de 2016

Anota aí na sua agenda

Quintal Brasileiro

A livraria Cultura do Conjunto Nacional já é um lugar delicioso de frequentar por si só. Mas no fim de semana que compreende 30 de abril e 1º de maio, passar por lá será quase uma obrigação cultural! 

Nesses dias o local será palco de concertos da "Ouvido Absoluto", série paulistana dedicada à música de câmara que começou em 2015. Entre as atrações estão cinco concertos, com o trio Trid'Un, o duo Newton Carneiro & Michel Moraes, os quintetos Izaías e Seus Chorões e Quintal Brasileiro, o Duo Graffiti e Antonio Carrasqueira & Guilherme Sparrapan.

A festa começa no sábado, 30 de Abril, com dois concertos no Teatro Eva Herz. Às 12h, apresenta-se o Trid'Un, trio de palhetas integrado por Peter Apps, oboé, Sérgio Burgani, clarinete, e Francisco Formiga, fagote. O programa tem, entre outras, peças de Darius Milhaud e uma seleção de choros. Às 12h30, apresenta-se o Duo Newton Carneiro e Michel Moraes, violão e clarinete. No repertório, temas de Tom Jobim, Jacob do Bandolim e composições próprias. 

Em seguida, às 13h, apresentam-se, no grande Deck da Livraria Cultura, os quintetos Izaías e Seus Chorões e Quintal Brasileiro. No programa, obras de Radamés Gnattali – compositor que homenagearam em 2012 com o CD Valsas e Retratos.

No domingo, 1º de Maio, mais dois concertos no Teatro Eva Herz. Às 12h, apresenta-se o Duo Graffiti. Formado por Cássia Carrascoza, flauta, e Ricardo Bologna, marimba, o duo toca peças de Cyro Pereira e Astor Piazzolla. Às 12h30, apresenta-se do Duo Toninho Carrasqueira e Guilherme Sparrapan, flauta e violão. O programa tem obras de Radamés Gnattali e Heitor Villa-Lobos.

Vamos, né?

Serviço 

A Livraria Cultura fica na Av. Paulista 2073, Conjunto Nacional, 1º Piso, tel. 3170-4059. Todas as apresentações do Vira Cultura são gratuitas e livres para todas as idades. O Teatro Eva Herz tem 168 lugares. O Deck, que é como uma praça aberta, comporta até cerca de 800 pessoas. Cada uma das apresentações Ouvido Absoluto terá duração aproximada de 30 minutos.

8 de março de 2016

8 de março é dia da mulher, não do feminismo


Não sou feminista. Não gosto do mimimi feminista.

Não gosto da vitimização que o movimento feminista defende, e que fica mais evidente em datas como hoje, 8 de março. Sou perfeitamente capaz de me defender de homem machista ou de situações que oprimem sem queimar o sutiã. 

A luta pela igualdade de direitos entre mulheres e homens data de muito antes do fatídico 25 de março de 1911, quando 130 mulheres foram carbonizadas numa indústria têxtil de Nova York, e se estende até hoje. E se é verdade que ainda ganhamos menos que os homens, se ainda ocupamos cargos menos importantes que os homens, se ainda sofremos preconceito no trânsito, se ainda temos jornada dupla e se ainda sofremos violência doméstica e sexual, também é verdade que ainda achamos bonitinho quando o homem paga a nossa conta ou carrega nossa bolsa cheia de batom. 

De qualquer forma, o 8 de março chegou mais uma vez, e mais uma vez vi a mulherada sair de seus trabalhos, na hora do almoço, com uma violeta canalha nas mãos, vi violinistas na porta da loja no shopping, para atrair a consumidora distraída e vi vereador distribuindo rosa no semáforo. A data que deveria servir como momento de mais mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países, é só mais um dia para exploração da nossa imagem e do nosso papel na sociedade.

Mas acho que esse nosso papel na sociedade não é deturpado apenas pelos machistas - pelos machistas, e não pelos homens. Acho que as feministas também tem uma visão um pouco distante do local onde queremos chegar no mundo. Então, hoje, feliz Dia das Mulheres para as que encaram a vida como ela deve ser encarada. Para as que saem peladas na avenida paulista pedindo privilégios (e não direitos iguais) ou as que posam de coitadas atrás de um computador, não desejo nada! Hoje é o Dia das Mulheres. As feministas que comemorem no Dia das Crianças!

E vamos trabalhar, porque maquiagem custa caro!!!!!