29 de junho de 2015

Um café, por favor

Dizem que café, para ser bom, tem que ser negro como a noite, quente como o inferno e amargo como a alma. Bom, isso deve se dizer sobre os cafés pós-porres, ou aquelas xícaras que a gente toma na segunda-feira de manhã pra encarar a semana.

Café pode ser melhor do que isso...


Recebi de um amigo um link sobre cafés (você pode ler a íntegra da matéria aqui), há algum tempo, e confesso que só agora tive tempo pra ler inteiro. É interessante. Fala sobre cafés de supermercados, de como o produto vem melhorando no Brasil (sempre foi bom, mas agora os grãos de qualidade não são todos exportados, como eram) e de como o café de supermercado pode ser saboroso se escolhido direito e se for bem feito. Não reproduzi todo o texto aqui, para não falar de marcas, mas a matéria traz considerações sobre as principais marcas encontradas nas gôndolas dos nossos mercados.

O que faz de um café um bom café?

Cafés de supermercado podem melhorar. Passam longe da complexidade dos de barista – normalmente produzidos com frutos de qualidade excepcional e torrados em pequenas quantidades dias antes de serem consumidos –, mas estão bem melhores do que há alguns anos.

Bons cafés devem ter doçura natural, aroma complexo e vivo, corpo, acidez (não o azedume que faz contrair as bochechas) e não devem ser amargos.

As grandes empresas entregam um café como dizem que o brasileiro gosta. “Forte não significa ruim. Tem um ponto de torra mais acentuado e um corpo mais intenso”. Para comprar melhores cafés, observe na embalagem a data de validade: quanto mais próximo estiver do limite de consumo, mais riscos de levar um pó deteriorado pelo tempo.a. A indústria se defende disso dizendo que é o hábito de quem prova que traz essa avaliação. "O gosto de velho é uma sensação do provador que não representa a tecnologia da indústria, que embala o pó normalmente a vácuo para retardar justamente o envelhecimento. A tendência desse provador acostumado a cafés especiais é minimizar as qualidades (do industrial)”, argumenta a Abic. Vai saber...

A cor do pó também é importante. Grãos de qualidade perdem características quando supertorrados e os defeitos ficam camuflados pelo amargor. Prefira pós com coloração mais para o marrom do que para o preto. Quanto mais escuro for o pó, mais amarga e adstringente ficará a bebida.

A moagem também é importante. Pós com granulagem de talco devem ser evitados porque favorecem a extração de muitos dos sólidos solúveis responsáveis pelo amargor.

O mais importante, contudo, ainda é a matéria-prima. Com grãos 100% arábica, a bebida tende a ter menos corpo e mais complexidade. Será mais doce e ácida, mas pode não ter aquele corpo denso. Depois de aberto, não tire o café da embalagem. Os invólucros são desenvolvidos para manter a qualidade do produto. Conserve o pó longe da luz e calor e tente usá-lo o mais rapidamente possível.

O café ruim virou pó

A história de todo o café bom ser exportado e ficarmos com o ruim “é uma página virada”, diz a Abic. Em 2014, o Brasil consumiu 20 milhões de sacas do grão. Dessas, 18 milhões serviram de matéria-prima para cafés tradicionais e superiores e 2 milhões para cafés gourmets. Da produção, 60% ainda é exportada, mas, nos últimos anos, bons grãos também ficaram por aqui. 

Maior produtor mundial de café de qualidade, é no Brasil que todas as grandes empresas do mercado compram a sua matéria-prima.

A oferta das gôndolas melhorou não só em número de rótulos, mas na qualidade dos produtos. Ainda que pareça o lobo cuidando dos cordeiros, a indústria realiza testes regulares para a avaliação do que produz e, desde 2004, a Abic acompanha a qualidade das marcas disponíveis no Programa de Qualidade do Café, que além de estabelecer as categorias tradicional, superior e gourmet, monitora os produtos dos afiliados com testes regulares em laboratórios de prova. Se não atenderem aos critérios da Abic, os cafés não recebem o selo de qualidade.

Plantio e colheita também melhoraram. Boas práticas deixaram de ser exclusividade de pequenos produtores forjados com instruções dos baristas.

Em busca de preços mais altos e de negociações fora da bolsa de valores, produtores se esforçam para não estragar aquilo que o cafezal levou meses para produzir. O reflexo disso está na infinidade de concursos de qualidade Brasil afora.

Os louros da melhora também são crédito dos consumidores. Há um fato que vale destacar sobre a mudança do consumo dos brasileiros. Antes, as licitações para compra de cafés, principalmente as públicas, eram focadas somente no menor preço de um produto criticável. Hoje, muitas determinam a nota mínima do produto.

Grãos especiais puxaram a qualidade dos produtos intermediários vendidos em supermercado. Ainda que sua próxima xícara não seja de um microlote torrado grão a grão por um barista, a xícara do dia a dia está mais diversa do que já foi.

O bem coado

1. Respeite a proporção de pó para o volume de água indicado nas embalagens. em geral, é uma colher (sopa) para cada 150ml de água. É preciso jogar água quente no filtro – seja ele de pano ou de papel – e no recipiente em que o café coado vai cair antes de colocar o pó no circuito.

2. Evite a água direto da torneira. O ideal é usar água mineral, mas na prática, no dia a dia, pode-se usar água filtrada. Use uma água que você beberia. Ou seja, se não toma água da torneira, não faça café com ela.

3. Com o café no coador, dê batidinhas no suporte para acomodar o pó de maneira mais uniforme.

4. Não deixe a água ferver. Mas se ela ferver, não precisa jogar fora. É só esperar esfriar um pouco. Derrame só um pouquinho de água, à 94ºC, para molhar o pó até que algumas gotas comecem a cair. Espere estancar.

5. Despeje o restante da água continuamente em movimentos circulares e espere a extração se completar. Não adianta fazer tudo direitinho e usar café ruim. Compre um bom café já moído (em cafés, empórios e alguns supermercados) ou um moedor (a partir de R$ 50) e moa o grão em casa.

24 de junho de 2015

Uma mesa junina pra Vanessa

No aniversário da minha irmã Vanessa, que foi no início do mês (tá, eu estou atrasada), nós arrumamos uma mesa junina para a comemoração. O trabalho com os quitutes foram distribuídos, a arrumação também, e o resultado foi esse, que compartilho nas fotos abaixo.

Data aportuna para postar, já que hoje é dia de São João!




Aproveito para deixar a receito desse bolo, que é fantástico. Na foto não dá pra ver, mas por dentro ele é todo creme. Muito bom!

Bolo Farofa

Farofa:
1 ovo
3 colheres (sopa) de manteiga
16 colheres ( sopa) de farinha de trigo
1 xicara de açúcar
1 colher ( sopa) de fermento em pó

Recheio:
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
2 latas de leite
2 gemas
2 colheres (sopa) de maisena

MODO DE PREPARO

Farofa:
Amasse tudo ate virar uma farofa
Se ficar mole, acrescente, aos poucos, mais farinha

Recheio:
Leve tudo ao fogo até engrossar e virar um creme consistente

Montagem:
Unte uma forma com manteiga, coloque metade da farofa e aperte um pouquinho para formar uma massinha. Coloque todo o creme e cubra com a outra metade da farofa. Leve ao forno médio, preaquecido, por aproximadamente 40 minutos. Espere esfriar e leve à geladeira.

9 de junho de 2015

Uma jeca de São Paulo :: você já tomou Cajuína?

Tá, podem me chamar de jeca, mas eu nunca tinha tomado cajuína. Pra falar a verdade, nunca tinha achado a bebida pra comprar, e nem experimentei quando visitei o Nordeste do Brasil, onde ela é mais difundida. 

Aqui em SP deve ter pra vender nas muitas casas de produtos nordestinos espalhadas pela cidade mas confesso que nunca entrei em uma casa do Norte pra procurar cajuína. Sempre que vou, é pra comprar outras coisas, e não me lembro de procurar a bebida, mesmo tendo muita curiosidade em provar do seu gosto.

Mas eis que estava perambulando por um mercado de bairro, desses que é versão mini dos grandes hipermercados, e dei de cara com a garrafinha sonhada.

Por pouco mais de R$ 8, levei pra casa e provei. Vamos aos fatos: é bem forte pro meu paladar, mas o gosto é ótimo, puro caju, obviamente. Como é muito forte, não dá pra tomar muito de uma vez porque enjoa, então é melhor que se consuma acompanhada, porque a garrafinha tem que secar logo, já que a bebida dura apenas 3 dias após aberta, e em refrigeração, segundo o rótulo (por mim dura mais, porque tá lá na minha geladeira há uma semana e continua com cor linda e cheiro e gosto agradáveis). O preço é justo, já que a bebida, de tão forte, deve usar váaarios frutos pra ser preparada. E por fim, cajuína é tão a cara do Caetano, que dá até vontade de dormir com a garrafinha na mesinha de cabeceira (quem leu meu post de ontem, sabe que tô apaixonada por Caetano).

Então amados amigos jecas de São Paulo, na minha casa tem, tá? São meus convidados! ;)


E por falar em Caetano, em cajuína e em paixão, olha que história mais linda tem a letra da música Cajuína, composta em 1979. Até aperta o peito...

A partir do próximo parágrafo o texto não é mais meu. Foi copiado desse link e colado aqui. A quem interessar, o próprio Caetano conta essa história, em um vídeo que pode ser visto clicando aqui.

É interessantíssimo o contexto por trás da letra de “Cajuína”, de Caetano Veloso, música que ele gravou em 1979 e é uma das melhores do seu disco “Cinema Transcendental”. 

É uma pequena canção (xote) que para muitos não tem sentido algum. Pois tem e muito! Tanto para o compositor quanto pra família do jornalista, escritor e poeta Torquato Neto. Ele era piauiense, filho do Dr. Heli da Rocha Nunes, que foi advogado de oficio e militante espírita em Teresina, tendo desencarnado em 2010, aos 97 anos de idade. 

Torquato foi um dos grandes poetas da Tropicália e cometeu suicídio em 1972, abrindo o gás e fechando as janelas do seu apartamento no Rio de Janeiro. Era casado e tinha um filho. Essa tragédia foi que motivou Caetano à composição desta música. Ela é muito sugestiva porque questiona o problema ou mesmo o drama do existir, interrogando desta forma a quem souber responder: “existirmos – a que será que se destina?”

O jornalista, poeta e escritor piauiense Paulo José Cunha, sobrinho do Dr. Heli Nunes, pai do poeta falecido (um dia após completar 28 anos), esclarece melhor:

“Caetano havia chegado a Teresina para um show, estava muito triste. Retornava pela primeira vez à cidade onde havia nascido um de seus principais parceiros na Tropicália e seu grande amigo, o poeta Torquato Neto, meu primo, que havia se suicidado em 1972. Caetano procurou Tio Heli, pai de Torquato. Já se conheciam do tempo em que Tio Heli ia a Salvador ver Torquato, que estudava na mesma escola de Caetano. Levou Caetano pra casa, serviu-lhe uma cajuína, e procurou consolá-lo, pois Caetano chorava muito, convulsivamente. Em determinado instante, Tio Heli saiu da sala e foi ao jardim, onde colheu uma rosa-menina, que deu a Caetano. Ali mesmo os versos de Cajuína começaram a surgir, entre antigas fotos do menino Torquato, penduradas pelas paredes.” 

8 de junho de 2015

Eu e Filó na Parada Gay


Uma pena que a vida afaste pessoas que estão tão perto, né? Eu e Filó somos amigas há exatos 26 anos. Acho que as maiores risadas que já dei nesse mundo foram com ela. O maior porre que já tomei também foi. Das viagens mais legais que já fiz, algumas também foram com ela. 

Já choramos juntas, já rimos, já nos perdemos em horas intermináveis de estrada, já comemos pão de queijo sentadas em chão sujo de rodoviária, já fomos em baladas boas, em baladas estranhas e em baladas que ninguém queria ir com a gente!

Mas, de tempos em tempos, a vida se encarrega de nos afastar. Foi o que aconteceu nos últimos anos. Só que o mundo gira, gira, gira e olha só onde estávamos ontem? Mais uma vez em lugares onde ninguém mais quis nos acompanhar! rsrsrs...

Ando meio apaixonada por Caetano


Que Caetano Veloso é um artista indiscutível, todo mundo já sabe. Não ficaria nem bem eu me debulhar em elogios ao seu talento como compositor, nem como cantor, nem falar sobre sua voz impressionante, porque ele já está tão consolidado que não há mais o que dizer.

Minha admiração por ele sempre foi grande. Pra falar a verdade, é até constrangedor escrever esse post porque o que falar de Caetano Veloso sem estar muito aquém do que deveria ser escrito?

Mas é que eu preciso registrar a paixão que brotou em mim, por ele, na sexta-feira, quando estive no Sesc Pompeia para vê-lo cantar o show "Abraçaço". É uma paixão diferente da que eu sentia antes. Ao contrário do que eu imaginava, ele é tocável, carismático, atingível e lindo. Daí como escapar? A paixão fica quase carnal! 


Vou contar que estar tão pertinho assim dá uma borboletinha no estômago, viu...

Foi... Sensacional? Acho que é isso que define o momento: sensacional!!!!







A saga do ingresso

Comprar ingresso pra ver um show no Sesc não é tarefa das mais fáceis. Se é um artista de grande expressão, como Caetano Veloso, daí é quase impossível. Com Alceu Valença foi a mesma coisa mas naquela ocasião, as chances eram um pouquinho maiores porque o Sesc não vendia ingresso pela internet. Acho que disputar um ingresso concorrido desses pela internet é a maior furada, mesmo sabendo que a maior cota deles é reservada aos internautas.

Pois bem. Minha suspeita se confirmou e mesmo estando a postos no site na data e hora informada pelo Sesc, não consegui. Fiquei um bom tempo tentando e desisti. Dois dias depois as vendas seriam abertas também presencialmente, nas 32 unidades do Sesc, em SP. Eram 4 dias de shows, e a cota a ser vendida na unidades totalizava 1000 ingressos (para os 4 dias).

Faça as contas: foram mil ingressos, para os 4 dias, vendidos em 32 unidades. Em cada unidade havia uma fila de mais ou menos 400 pessoas, segundo informaram na bilheteria. O Sesc Osasco disponibiliza a venda em 4 caixas enquanto outros, como Pinheiros e Pompeia, por exemplo, disponibiliza 9 pontos de venda. Quais eram as minhas chances?


Os ingressos começaram a ser vendidos às 17h30. Às 17h38 estavam esgotados. Às 17h36 os meus já estavam comigo. Como eu consegui? Bom, não dizem que no amor e na guerra vale tudo? Então! Guerra é guerra...  :)

2 de junho de 2015

Em defesa do amor, na sua forma mais plena

Paula e Bebeto - Caetano/Milton


Faz tempo que eu não posto nada sobre meus comerciais favoritos, mas não por falta de continuar a observá-los. Esse, do Boticário, que homenageia casais pela proximidade do dia dos namorados, eu vi há uma semana já, mas não tinha achado o seu link e então esqueci. Hoje ele foi resgatado numa conversa, e então cá está.

À princípio eu tinha postado, como título, uma defesa a todas as formas de amor. Mas não fiquei satisfeita porque quando defendemos que o amor pode ter outras formas, assumimos que ele pode ser diferente. E ele não é, imagino. O amor é igual entre homens e mulheres, entre mulheres e mulheres, entre homens e homens, entre jovens, entre tribos, entre grupos. Ele é igual e válido quando todas as partes envolvidas estão em comum acordo com o seu formato. Então eu não quis defender as diferentes formas de amar, mas sim, o amor em sua forma plena. Qualquer maneira de amor vale a pena...

1 de junho de 2015

Lindas Clarianas enfeitando o sábado

Samba da Mulata, Clarianas



Dia bom que foi sábado, vendo a apresentação das Clarianas inspirada no álbum Girandêra. Um apanhado sonoro que vai desde o aboio sertanejo até o samba-de-roda, brincantes de coco e de conchas, ladainhas do catolicismo popular, cânticos indígenas, maracatu de baque-virado, baião, rezas e tambores, melodiados por vozes que resgatam a memória das mulheres cantadeiras do Brasil. Muito gostoso de ver, tanto as meninas cantando quanto o público que elas atrai.

Como dica, fica minha canção preferida do álbum Girandêra: Samba da Mulata. Tão lindooo...

O link para esta música acessa o www.spotify.com, site que requer um cadastrinho rápido. Chato fazer cadastro? É, é chato, mas ou é assim ou é comprando o CD. As meninas não disponibilizam muita coisa na internet. Caso haja interesse, o cadastro é bem rápido mesmo e só requer email, senha, data de nascimento e sexo. Vai lá ouvir, vai! Vale a pena...