28 de abril de 2015

Em homenagem a Antônio Abujamra


"Eu sou um velho. Eu lia demais. Eu ficava lendo, lendo. Por isso envelheci. Eu sei lá quando eu era velho. Velho é quando começa a baixar o pau. Sei lá, um dia eu sentei nas bolas e percebi que estava velho. Eu sei lá quando a gente fica velho. Eu levo a minha vida. Faço as minhas coisas. Agüento uma porção de gente. 
Acabou a entrevista?"

Antônio Abujamra

15/09/1932
V 28/04/2015

27 de abril de 2015

O risotinho de sábado


Sábado foi dia de cozinhar em casa e então eu repeti a receita do risoto de filé mignon com alcaparras que já havia feito umas semanas atrás.

Mas dessa vez fiz certo, ou seja, com o vinho branco invés do vinho tinto. Fica de fato mais bonito, mas o gosto fica igualmente bom. Não sei avaliar qual gostei mais, mas o de vinho tinto fica um tiquinho mais forte. Se clicar aqui, tem a receita, e então é só colocar o vinho de sua preferência, branco ou tinto, desde que seja seco e de boa qualidade, porque vinho que não é bom pra tomar também não é bom pra cozinhar.

É de comer babando!!!


20 de abril de 2015

Diferenças que não existem

Se aceitássemos mais as chamadas "diferenças sociais", elas deixariam de ser diferenças. Não seria bem mais fácil? Assim compartilharíamos mais as igualdades. O vídeo abaixo é comovente, e vale a pena ver inteiro.

Receitinha bem fácil e bem gostosa :: frango xadrez

Quando digitamos "frango xadrez" no Google, aparecem aproximadamente 206.000 resultados para a busca. Sendo assim, não faria muito sentido postar mais uma receita sobre essa comidinha, mas eu sou teimosa e vou fazê-lo. Até porque, esse é o meu "Frango Xadrez", e então o que é que tem, né?

Fácil, rápido, barato, delicioso. 


Cortei 500gr de peito de frango em cubinhos e os fritei em 2 colheres cheias de óleo de gergelim. Quando estavam começando a dourar, acrescentei um caldo de galinha dissolvido em água quente (o suficiente pra dissolver, só) e esperei secar, sempre mexendo. 

Nesse ponto, o frango volta a dourar, e assim, já com o temperinho do caldo de galinha, deixei fritar bem. Coloquei um dentinho de alho amassado, uma colher de mostarda e uma pitada de pimenta do reino. Quando já estava bem fritinho, juntei 2 cebolas pequenas, cortadas grosseiramente em pétalas, e metade de pimentões cortados em cubinhos, sem sementes (metade de um verde, metade de um amarelo e metade de um vermelho). Mexi e coloquei meio copo de água fervente. 

Nessa hora é preciso ficar meio de olho porque os legumes cozinham rápido demais. Então, separado, já deixei um molho feito com 1 colher bem cheia de amido de milho, meio copo de molho de soja (shoyu) e um copo de água. O amido tem que estar bem dissolvido nesse líquido antes de ir ao fogo!

Então, quando percebi que os legumes estavam começando a amolecer, juntei o amendoim sem pele (uma xícara) e o molho que já havia preparado separadamente. Daí é só esperar esse amido engrossar e cozinhar - dá pra saber que está cozido quando começa a ferver - sem parar de mexer, porque senão empelota tudo! É bem rápido esse processo: assim que esquenta, já começa a engrossar e daí pra desligar é um minutinho. Gosto dos legumes al dente, então os meus ficaram um tiquinho durinho, mas com a temperatura do prato, acabam amolecendo, então é preciso ficar bem de olho mesmo nesse ponto do cozimento.


Não vai sal, porque além do cubo de caldo de galinha, o shoyu é uma bomba de sódio, e ainda tem o amendoim.

Fica fantástico!!!!!!!!!!!!! De comer rezando...

15 de abril de 2015

Soluções caseiras para pequenos problemas caseiros :: tirando os riscos da mesa da sala

Eu mudei pro meu apartamento há menos de um ano, e algumas coisas ainda estão pra ser ajeitadas. Todos os móveis que tenho são meus, exceto pela mesa da sala, que é da minha mãe, usada na área externa nos dias de churrasco na casa dela.

Por ter ficado na área externa, a mesa está bem judiadinha, mas tem quebrado meu galho até eu encontrar uma adequada ao meu cômodo: tenho uma sala pequena, e de decoração puxada pra rústica, então achar uma peça que se enquadre nisso não é muito fácil.

A mesa fica sempre coberta por uma toalha, e tem seus riscos e desgaste escondidos, e por isso não me incomoda. Mas eis que me deparei na internet com o que prometia ser a solução para a madeira esfolada ou riscada: óleo de nozes.

Já faz algum tempo que li sobre isso, mas só ontem testei, e olha a diferença...

antes
depois
Não sei por quanto tempo ela vai ficar ainda na minha sala, talvez uns dois ou três meses, mas enquanto isso tá melhorzinha e quando voltar pra casa dos meus pais, vai voltar bem menos riscada do que veio. 


Não ficou perfeita, claro, até porque estava bem feinha mesmo, e com mais de 20 anos de uso numa área desprotegida. Mesmo assim o teste vale a pena, porque imagino que pra salvar móveis que sofram riscos menores, dentro de casa, por acidente, o óleo de nozes resolve bem.

Como eu fiz? só esfreguei a noz com força contra a madeira, pra que soltasse o óleo, e quando percebia que já estava esgotada, pegava outro pedacinho e recomeçava. É rápido, porque nozes soltam seu óleo com facilidade. Não há nada que a internet não dê conta...

São Coltrane do Jazz

Fortemente influenciado por religiões africanas, indianas e até pelo candomblé, "A Love Supreme", álbum lançado por John Coltrane em 1965, é uma das obras máximas do jazz e objeto de adoração entre críticos e estudiosos do estilo. Na Igreja Africana Ortodoxa de St. John William Coltrane, em São Francisco, Califórnia, o álbum é um pouco mais do que isso.

Trata-se de uma obra com pouco mais de 30 minutos, divididos em quatro temas: "Acknowledgement", "Resolution", "Pursuance" e "Psalm" (em português: "Reconhecimento", "Resolução", "Busca" e "Salmo").

Na leitura que o reverendo Haqq faz de cada faixa do disco, a obra-prima do saxofonista "é uma fórmula para o alcance espiritual". "É o reconhecimento de Deus, a resolução em dedicar nossas vidas ao serviço de Deus e ao povo de Deus, a busca por tudo isso até o fim. E a alegria e a oração do Salmo para elevar-nos ao estado do amor supremo". Trocando em miúdos, a obra faz as vezes do Evangelho nesta igreja.

Mas não se trata unicamente do alcance espiritual que a música de Coltrane proporciona. Na Igreja de São Francisco, Coltrane é o próprio Moisés. Dá uma olhada na ilustração do Templo.

Lá, o músico é mostrado em uma tela grande, devidamente santificado: na mão direita, ele segura uma escritura, na esquerda, seu saxofone tenor, de onde saem chamas divinas.

Bem melhor que aqui, né, onde um cara de chapéu de boiadeiro vende as meias de Jesus, por R$ 153,00 - o par, que fique claro! - e o povo todo leva o símbolo pra casa como objeto de adoração e fé. Só uma dúvida: os registros não indicam que Jesus andava de sandálias? 

Gostei mais da versão de São Francisco: prefiro alcançar o divino ouvindo Coltrane do que calçando as meias de Jesus.


14 de abril de 2015

A evolução da minha pimentinha


Em janeiro eu plantei sementes de pimenta "chifre de bode", trazidas de presente do Chile, por uma amiga, pra mim.

Agora os caulezinhos já tem quase 10 centímetros, e vão muito bem - muito graças aos cuidados que meu filho dedica ao vaso, porque ando bastante fora de casa ultimamente.

Em geral, as plantas da minha casa sobrevivem, mas nunca vejo o resultado completo delas. Se são flores, as folhas ficam lá por anos, e nada de uma corzinha. Se são frutíferas, as raízes permanecem firmes, com folhas vistosas também, mas nada de uma frutinha. Será, então, que verei pimentinhas nesse vaso? 

Na torcida...


Por falar nisso, o bonsai de figueira - contrariando o que acabei de escrever - tem fruto no momento, mas um só! Acho que minhas plantinhas estão precisando de conversa... rsrsrs...

9 de abril de 2015

Jazz em 12 episódios


Bom, era pra ser em 12, como diz o título, mas o fato é que na minha coleção são só 5, por enquanto...

Vou explicar!

Nas muitas horas em que passamos no hospital nos últimos dias, com meu pai, de vez em quando eu dava uma vagada pelos arredores do prédio. Em um desses dias, passando por uma banca de jornal fantástica na rua Vergueiro, eis que me deparo com uma coleção de DVD´s que contam 120 anos da história do Jazz, obra do historiador e documentarista Ken Burns, publicada em 2010 pela Duetto Editorial.

Este documentário foi veiculado em 12 DVD´s de 60 minutos cada e 12 livretos com informações complementares. A série reúne mais de 500 músicas, 75 entrevistas, 2400 fotos e 2000 filmagens raras que cobrem os mais de 100 anos dessa manifestação cultural. Foram necessários 6 anos para Ken Burns realizar este projeto, que percorre a história do Jazz e de seus ícones.


Li na internet que referida coleção, quando foi lançada, era simplesmente impagável. Para comprá-la era necessário "vender um rim", de tão cara. Não sei se é verdade, porque não achei publicações com seu preço, mas nessa banca eu paguei R$ 5,00 por cada DVD. Comprei 5 deles, porque estava sem grana naquela hora, e não sei se os que deixei de comprar completariam a coleção. Talvez a banca não tivesse todos, não me lembro...

Pelo estado das capas, os DVD´s estão lá expostos há muito tempo, mas os livretos e os discos estão preservados, novos. Talvez então eu consiga voltar lá e encontrar os que ainda me faltam... Vou tentar.


Quer ver um tiquinho? Aqui tem o trailer do DVD 1 - Nascimento em New Orleans (1890-1917), e um pequeno resumo do que tem nele. No primeiro dos 12 episódios da série Jazz, o documentarista Ken Burns apresenta a gênese da manifestação musical que surgiu no século XIX, marcou profundamente o XX e renasceu no XXI. New Orleans já era cosmopolita nos anos 1890, propícia para o surgimento de um tipo de música destinado a conquistar o mundo e a se replicar. A cidade transpirava sons e ritmos, e bandas e instrumentistas de diferentes grupos se incorporavam ao cenário urbano. Este primeiro DVD mostra os jazzistas pioneiros, como Buddy Bolden, Jelly Roll Morton, Sidney Bechet e Freddie Keppard.

As Pêssankas desse ano


Este ano não tive muito tempo para pintar os ovos que distribuo na Páscoa, porque meu pai estava internado. Achei que ele sairia do hospital antes, mas não aconteceu, então a pintura dos ovos foi feita na madrugada do sábado para o domingo, bem corrida, e sem muita criatividade.

De qualquer forma não queria deixar de fazer, então pintei assim mesmo. Até o pai, no hospital, ganhou um, o que lhe causou algum choro de saudade da mãe... :(

Isso porque quem sempre nos dava ovos pintados - ou Pêssankas - na Páscoa, era ela, minha avó, seguindo a tradição de sua origem, no leste europeu.

Pêssanka, do verbo pysaty (escrever), simboliza a vida, a saúde e a prosperidade. No Cristianismo, ela representa a Ressurreição de Cristo. 

As desse ano não ficaram bonitas como as do ano passado, mas fiquei feliz por ter conseguido fazer, mesmo com as turbulências dos últimos dias...


Cortina barata e a meu gosto

Quase entrei em coma quando recebi o orçamento da cortina da minha sala. Pra uma paredica de nada, uma cortina de voil me custaria R$ 790,00. A sala já é bem pequena, então queria uma cortina sem forro, pra não escurecer o ambiente. Só uma leve cobertura na sacada, pra quebrar a claridade que vem de fora, proteger e dar ar de aconchego ao ambiente.

Mas R$ 790,00? Ah, não rola...

Então eu decidi que ia fazer a tal cortina! Claro, minha costura é amadora demais, mas a ideia de fazer coisas pra minha casa me agrada. A questão do preço pesa, lógico, mas verdadeiramente gosto de ter coisas em casa feitas por mim. Então me animei, e muito mais ainda quando descobri o custo do material que is usar.

Pelo tecido - 3,5m de voil, eu paguei R$ 31,15 (R$ 8;90 o metro). Comprei 4m de renda de algodão, e paguei por ela R$ 18,00 (R$ 4,50 o metro). No varão, paguei R$ 129,90, e que só foi esse preço porque quis um todo envocadinho, trabalhado, que tinha visto na Tok&Stok há algumas semanas. Varão comum custa em média R$ 20,00, ou seja, teria gasto ainda bem menos se tivesse optado pelo comum. Mas enfim, comprei o que já estava namorando. Como o voil desfia um pouco, pedi pra costureira fazer a barra e as laterais na máquina pra mim, e então foram mais R$ 40,00.

Ao todo, gastei 219,05. E amei a cortina!!!!






E com luz apagada, o aconchego fica ainda mais evidente com cortinas instaladas. Estou satisfeita com o resultado.