6 de outubro de 2014

The day after :: a ressaca moral das eleições


Após constatar que o Ibope, Datafolha e institutos similares inventaram uma nova margem de "puta erro" nas pesquisas, que agora é de 20% a mais ou 20% a menos, resta esperar pelas cenas dos próximos capítulos assistindo à carnificina que será esse segundo turno das eleições para presidente, no Brasil.

Pelo andar da carruagem, vou falar sobre 2014 pelo resto da minha vida. Vou contar pros meus netos, bisnetos, vagar com os coleguinhas de asilo e até trocar ideia com São Pedro sobre o assunto enquanto espero ele achar a chave no big molho que abre o portão do paraíso (mas isso daqui uns 70 anos, espero...)

O fato é que, mesmo antes de a eleição terminar, o saldo já é uma piada. Tem Tiririca eleito novamente, Celso Russomanno pela quinta vez, e Sérgio Reis vai cantar "nesta casa tem goteira, pinga ni mim" na Câmara. "Panela Velha é que faz comida boa" também estaria valendo.

Em SP, fico tentando imaginar o que todas aquelas pessoas queriam nas ruas em junho do ano passado. Certeza de que 85% imaginavam que estavam numa micareta e nem sabiam que aquilo era manifestação, porque só essa explicação justificaria o resultado da eleição aqui. 

Tem Romário no Senado, pelo RJ. Tem Bebeto na Assembleia (também no Rio, graças a Deus). Mas aqui Feliciano vai, infelizmente, nos representar novamente.

Facebook vai continuar sendo a privada de sempre, local que permite a campanha mais suja e sem regras de todos os tempos.

Aliás, regra mesmo, só no debate da Globo. Tem tanta regra difícil de entender que deveria ser apresentado pelo Pedro Bial, que já está acostumado com o manual e com candidato cuja imagem depende da edição do programa.

E por falar em midia, tem a Revista Veja divulgando que o candidato Eduardo Jorge (PV) lê Toy Story, enquanto o próprio declara ler Tolstói.

Tem a Marina (que aliás era a minha aposta) brincando de Flipper - sobe, faz uma gracinha e volta a afundar. 

E tem, pasmem, mesário esperando eleitor com mesa de café da manhã arrumada, no Ceará. Pode isso, Arnaldo?

No fim das contas, o que não tem mesmo é novidade. O velho duelo PT x PSDB continua. Só um pedido: nos próximos debates, 1 minuto de tréplica para os tuiteiros, que é o que tem valido a pena nessas eleições.

4 comentários:

  1. Menina...acho que assino em baixo de tudo que vc falou! E eu não sabia do Sergio Reis! Gente...o homem era tão bom cantando, espero que seja bom representando o povo tb!
    Beijos!
    CamomilaRosa

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  2. Amiga, morri de ri.....você infelizmente fez a descriçao PERFEITA do cenário ... bjao. Cau

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  3. Suas colocações são perfeitas ... Pra representar minha sensação, só faltou falar do sabor amargo da vitória do Geraldo, de lavada, e da saída do Suplicy :(

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    Respostas
    1. Ah Ju, mas sobre a vitória do Geraldo eu falei sim...
      "Em SP, fico tentando imaginar o que todas aquelas pessoas queriam nas ruas em junho do ano passado. Certeza de que 85% imaginavam que estavam numa micareta e nem sabiam que aquilo era manifestação, porque só essa explicação justificaria o resultado da eleição aqui".
      Agora, sobre o papito, de fato eu não falei... mas vou deixar minha opinião aqui. Acho que a saída do Suplicy tem mais ligação com a rejeição que o PT sofre em SP do que com o trabalho dele, propriamente...
      Ah, e como vc disse, Geraldo ganhou de lavada mesmo, mas foi lavada a seco né? Pq necas de água em SP!!! :(

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