2 de fevereiro de 2014

Sobre A Menina que Roubava Livros


`Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler`  e, como quase em todos os casos dos livros que viram filmes, devemos parar para ler e só! Assistir ao filme pode ser um balde de água fria, ainda mais quando a expectativa é grande.

Foi assim com ´A menina que roubava livros´, que assisti na sexta feira e cujo livro homônimo eu li há uns 4 anos. A escolha interessante feita por Zusak, e repetida pela produção, de narrar a história pela perspectiva da Morte, que se torna uma personagem com vontade e voz – no filme, a do ator Roger Allam, é muitíssimo mais interessante no livro que no filme. Algumas tramas correm em paralelo, sustentadas por boas atuações, principalmente a de Sophie Nélisse, que faz uma Liesel (a protagonista) forte e delicada, ao mesmo tempo. No entanto, na tentativa de dar conta de tudo o que o texto de Zusak aborda, A Menina que Roubava Livros acaba se tornando uma salada de temas, algo que é indispensável a um romance, mas em um filme pode confundir o espectador e deixar de lado aprofundamentos importantes em certas partes da história.

Brian Percival dirige a produção de forma determinada a não sair da zona de conforto. Por isso, o filme não erra feio a ponto de aborrecer quem está diante da tela, mas também não consegue provocar grandes emoções ou impressionar por sua originalidade. É uma adaptação que entrega ao público duas horas de entretenimento e uma bela, mas curtíssima trilha sonora, lembrada, inclusive, nas indicações ao Oscar, e só.

Claro, não sou crítica de cinema e não tenho a menor base para tecer comentários. Escrevo apenas como leitora e espectadora da obra. A meu ver, o filme não emociona como o livro, nem de longe, e senti falta de muita coisa. #Frustrada!


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