27 de junho de 2013

Patês :: Fugindo da base de maionese

Patês a base de iogurte não deve ser novidade pra ninguém, mas confesso que nunca tinha feito. Nos meus, costumo usar maionese ou queijo cremoso, e faço a mistura que convém.

São, obviamente, muito calóricos.


Ontem tentei com o iogurte natural. Tinha feito há algumas semanas na casa de uma amiga, sob orientação dela, e resolvi testar em casa.

Juntei 3 copos de iogurte natural, que deixei "chorar" por quase uma hora, à uma peça de ricota e uma fatia grossa, de 2 dedos de espessura, de queijo Gorgonzola. Amassei os queijos com um garfo e temperei com azeite e uma pitadinha de sal.

     
O gosto fica fantástico, e bem mais leve. Na ocasião em que fizemos na casa da minha amiga, além desse de Gorgonzola, fizemos também um de azeitonas pretas, batidas sem caroço, claro. Muito bom!!

26 de junho de 2013

Coisas que a gente nunca esquece


Confesso que não me lembro com muito carinho do meu ex-marido, que já é "ex" há mais de 10 anos. Mas de uma coisa que ele fazia, eu sempre recordo com muita satisfação.

Muitas vezes, quando eu acordava, ele estava quase hipnotizado me observando. Ao meu primeiro sinal de sorriso ou palavra, ele dizia: "Você é linda quando acorda".

Até nas relações mais turbulentas ou decepcionantes, há sempre algo a se salvar. Essa observação que ele fazia do meu sono, eu salvei, porque achava uma graça.

Porque escrevo sobre isso? Ora, porque li a respeito no blog do Xico (que eu frequento e gosto muito), e me lembrei desse mimo. Reproduzo o texto na íntegra.

"A vigília radical do sono da amada

Ah, esse gás lacrimogêneo deixa a gente comovido como o diabo, velho Carlos.

É tempo de homens partidos, meu bom mineiro-carioca. E, para variar, estou ainda mais romântico, senão vejamos um homem estrebuchando de lirismo crônico:

“Amar, além de muitas outras coisas, quer dizer deleitar-se na contemplação e na observação da pessoa amada”, sopra o velho escritor Alberto Moravia, sempre aqui na cabeceira.

Uma das melhores coisas da vida é observar a pessoa amada que dorme,entregue, para além dos pesadelos diários.

Como bem disse Antônio Maria, o grande cronista que aparece com ciúmes até da própria sombra na vida e no livro da Danuza , um homem e uma mulher jamais deveriam dormir ao mesmo tempo, embora invariavelmente juntos, para que não perdessem, um no outro, o primeiro carinho de que desperta.

Experimente você também, sensíiiiiiiivel leitora, vê o seu homem quando dorme. Há uma beleza nessa vigília que os tempos corridos de hoje não percebem.

Amar é… vê-lo dormindo como um Garfield lesado e alasanhado.

Cada mexidinha, cada gesto. O que sonha nesse exato momento? Tomara que seja comigo, você pensa, pois o amor também é egoísmo.

Gaste pelo menos meia hora por semana nesse privilegiado observatório.

Psiuuuuu!

Ela dorme.

Mãozinha no ar, como se apanhasse pássaros, que coisa mais linda. Uns 23 minutos assim, mirei no rádio-relógio. A mão desce ao colchão, quase dormente, formigamentos. Coça o nariz. Põe a mãozinha direita entre as coxas.

Agora vira de lado, como os antigos LPs quando gastavam as seis músicas do lado A. E me abraça como nunca fosse partir, corpos viciados, almas em busca de um acerto.

Dorme, meu anjo.

Ela obedece.

Vigio o sono dela como um soldado zapatista na selva escura.

Como um cão zela o sangue do dono.

Como se fosse um homem-exército e pronto.

Amar, no início era o verbo intransitivo da alemã professora de amor de Mario de Andrade. O idílio tem sobrevida, não como gênero, mas como vício, vício de amar. Amar de muito.

A mão desce agora sobre o meu peito, como se medisse meus batimentos.

A mão direita volta para a arte de apanhar pássaros, que beleza, que diabos!

O ideal é que você, amiga leitora e sensivi, durma do lado esquerdo da cama, o do coração, sempre.

Mãozinha no ar catando pássaros. Até se acalmar de vez.

Calmaria danada de horas, sem coreografias ou narrativas. Sonha, sonha, sonha, minha menina.

Como é lindo a vigília ao sono dela.

Coça o nariz. Sussurra umas onomatopeiazinhas lindas de sonhos de besouros.

Ela arruma os cabelos como algas, entorpeço num mergulho.

Observar o sono do(a) amado(a) é a melhor maneira de mapear a sua beleza.

É a melhor maneira de conhecer o homem ou a mulher com quem dormimos.

E como são lindas aquelas marquinhas deixadas pelos lençóis no corpo dela. Um mapa de delírios! Melhor é lê-las como quem adivinha os sonhos e o futuro no fundo da xícara árabe ou nas cartas.


Repolho ornamental

Sabe aquelas coisas que a gente compra, na empolgação, e depois não sabe bem o que fazer com elas. Pois bem. Comprei 2 exemplares de repolho, cujos vendedor disse serem ornamentais, mas que podem ser comestíveis, dependendo do gosto do freguês.

Achei a hortaliça lindíssima, muito diferente, e levei uma de cada cor pra casa.



Minha amiga, tão empolgada quanto eu, também levou um de cada. Ela ainda tinha um objetivo com as plantas mas eu, sinceramente, só as achei bonitas e interessantes. Dias depois, conversando, chegamos à conclusão de que os repolhos não serviam para nada... 

"Pati, quem decora jardins com repolho?", ela me disse.

De fato, nunca vi um desses decorando jardim algum, mas em pesquisa na internet achei arranjos lindíssimos feitos com eles.



O repolho-ornamental é uma planta herbácea da espécie Brassica oleraceae, a mesma que couve, repolho, brócolis, couve-de- bruxelas e couve-flor. Ela pertence à variedade acephala, ou seja, não forma cabeça, da mesma forma que a couve-de-folhas, sua ancestral. É perene e apresenta caule curto, com folhas dispostas em roseta densa e porte baixo, de cerca de 20 a 30 cm de altura. As folhas são grandes, arredondadas, cerosas, franjadas, com margens crespas, sendo que as mais externas são de cor ver-azulada e as do centro podem ser brancas, róseas ou roxas. As flores são pequenas e amarelas, dispostas em inflorescências do tipo rácimo, terminais e eretas, e de importância ornamental secundária. O fruto é do tipo síliqua.

O repolho-ornamental é uma folhagem muito decorativa, que pode ser cultivada em vasos e jardineiras, adornando interiores bem iluminados. No jardim, forma belas bordaduras ou conjuntos com outras plantas. Seu uso, no entanto é fenomenal em maciços densos no jardim, onde sua textura diferenciada e cores reinam maravilhosas. Curiosamente, esta couve não é apropriada para preparações culinárias, por apresentar folhas demasiadamente duras. Seu uso frequente em hortas tem função mais ornamental.

Deve ser cultivado sob sol pleno ou meia-sombra, em solo bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia o frio de climas subtropicais e é resistente a geadas. É mais rústica que as couves comestíveis, não sendo exigente em fertilidade, mas se beneficia com adubações orgânicas, principalmente antes do plantio. Apesar de perene, necessita ser trocada dos canteiros em intervalos bienais ou anuais, pois perde a beleza com o tempo. Multiplica-se por sementes, postas a germinar no outono e inverno.

24 de junho de 2013

É o que tem pra hoje...


Fui!!!

Santos Jazz Festival


Fim de semana de boa música e de organização espetacular. Assim foi a 2ª edição do "Santos Jazz Festival", que aconteceu desde o dia 18, mas que eu só pude conferir nos dias 22 e 23.

Como cheguei tarde à cidade, não consegui ver muito da programação.

No sábado, vi Romero Lumambo & Leny Andrade, no Sesc de Santos, e Yaniel Matos Quarteto (Cuba) & Max de Castro, na Praça Rui Barbosa, no Centro Histórico.

No domingo, vi Robertinho Silva & Coletivo Querô do Arte do Dique, no Emissário Submarino, em Santos.

Vale um "à parte" para as instalações do Sesc de Santos. A unidade é fantástica, muito grande, e muito organizada, como tudo no Sesc. Pena que minha máquina fotográfica me traiu, me deixando sem bateria pra registrar mais desse lugar que, na minha opinião, só perde para a unidade Belenzinho.


 

Marina :: primeiro sutiã e soluções para convencer ao banho

"Mariiiiiiiiina, vem pro banho!!!
Espera tia, não to conseguindo tirar meu sutiã!!"

Todas as vezes que minha sobrinha Marina, de 4 anos, é convocada ao banho ela enrola, e a gente tem que fazer o maior contorcionismo pra conseguir empurrar a pequena pra debaixo do chuveiro.

Para acabar com os frequentes "Ti qui mesmo?", que traduzindo fica "Tem que ir mesmo?", achei uns gizes bem legais que podem ser usados no azulejo e pele. Sai facilmente com água e resolveu, por hora, o problema. Ela foi pro banho sem reclamar, e pintada de Emília.

Até eu dei uma rabiscadinha no banheiro de casa... é bem legal!







Ah, e pra constar, enquanto eu preparava o banho dela, pegando toalha, roupa, abrindo o chuveiro e ajustando a temperatura, ela andava sumida. Então, quando eu chamei, ela respondeu que demorava porque não conseguia tirar o sutiã!.

É... o sutiã... na menina de 4 anos...

Lindinha!!! hehehe...


Mulherzices :: sobre meias e sapatos coloridos

Eu adoro o inverno. Gosto dele pra tudo: pra dormir, pra "namorar", pra comer, pra me vestir, pra ver homens de cachecol e chapéu... Adoro! E também adoro a sobriedade que ele proporciona na moda. Gosto de casacos, roupa escura, luvas...

Mas em alguns dias, é gostoso quebrar a sobriedade e investir em algo que deixe o visual bem divertido. Como não gosto de roupas muito coloridas, investi, em cores, na meias e sapatos.

Adoro minha coleção de "sapatos de menino", como meu filho insiste em classificar.

Vamos ver o que dá pra fazer?





Dia de São João



Hoje é dia de São João e, se é pra comemorar, que seja direito, né Vivi?

Ai que saudade dessa foto, amiga...

18 de junho de 2013

Aos colegas jornalistas


Meus cumprimentos a todos os jornalistas, câmeras, fotógrafos e afins que estão cobrindo as manifestações no Brasil, contra os desmandos do governo.

Cumprimento a todos, em nome da colega Giuliana Vallone. "O roxo e o risco da tua vista são uma forma de ver de novo o mundo".

Sem mais!!

Não faz a louca, Feliciano !

Algumas questões são passíveis de comentários e até de discussões, por não serem pontos pacíficos entre os membros que compõem uma sociedade. Isso, no mundo todo.

Agora, existem coisas tão absurdas, que a gente não sabe nem o que dizer. Acho que faltam palavras simplesmente porque ainda não inventaram nada que defina a atitude de algumas pessoas. 

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida pelo deputado Feliciano, aprovou hoje, dia 18, projeto que permite aos psicólogos promover tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade.

A proposta anula ainda artigo da resolução que determina que "os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica".

Dá pra argumentar com essa gentinha? Isso sim é o avesso, do avesso, do avesso, do avesso, Caetano!!!

Contra o mau olhado eu carrego o meu patuá


"Eu vou me banhar de manjericão
Vou sacudir a poeira do corpo batendo com a mão
E vou voltar lá pro meu congado
Pra pedir pro santo 
Pra rezar quebranto 
Cortar mau olhado"
Clara Nunes




Desde que eu era mocinha minha mãe vivia atrás da gente (de mim e das minhas irmãs) com umas canecas de mistura de água quente e sal grosso. Ela nos dava banho em dias ruins, em dias de vestibular, em dias de provação... 

Eu não entendia muito bem, mas aceitava, meninota que era.

A gente cresce e as companhias pro banho mudam (hehehe...). Além disso, adquirimos nossas próprias crenças, desprezamos algumas e reafirmamos outras aprendidas na infância. No caso dos banhos de vitalização e purificação, resolvi reafirmar, apesar de ser católica, e para isso fui pesquisar a respeito.

Descobri, então, que passei a vida tomando esses banhos da forma errada. Se minha mãe achava que era o dia, era e pronto! Agora, sei que eles tem todo um ritual, são precedidos de uma oração, que há cores de roupas mais indicadas para se usar depois deles e que o ideal, é tomar um desses banhos antes de algum tratamento espiritual, como um passe por exemplo.

No dia em que pesquisei tudo isso, estava determinada a chegar em casa e pimba: banho de caneca e sal grosso. Mas, naquele dia, não pretendia sair de casa e não tinha planos de procurar igreja para uma benção ou uma casa de orações para um passe. Assim, desisti, naquele momento.

Ontem, porém, como ia ao centro, achei a hora certa para o banho de manjericão. Depois do banho, um passe...

Como sei que muita gente faz como eu fazia, deixo o artigo que li a respeito, muito esclarecedor, por sinal.

Um "xêro" pra todos que me visitam!!!

Violência não é a tarifa


Não me lembro de assistir a uma manifestação popular aqui no Brasil tão grande desde o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992. O Movimento Passe Livre, que está nas ruas há quase uma semana marcando uma luta contra o aumento das tarifas de ônibus, reuniu, ontem, só em São Paulo, 65 mil pessoas e teve a adesão de 11 capitais brasileiras. O protesto ganhou corpo e novas marcas, como a briga contra a repressão policial nas manifestações recentes e o pedido de ética na política, investimentos em saúde, educação e transporte, entre outras reivindicações. Também foram ouvidas palavras de ordem contra a presidente Dilma Rousseff, o deputado Marco Feliciano, governos estaduais e municipais e até contra a PEC 37, que tira o poder de investigação do Ministério Público.

Claro, não vou comparar, em números, essa manifestação com a citada no início do post, mas o que está acontecendo nas ruas do país é emblemático, legítimo, justo, e apropriado. Alguém vai ter que ouvir...



Happy Birthday to Paul

Não gosto muito de postar mensagens em inglês, ou em qualquer outra língua, em meu blog mas hoje, 18 de junho, dai ao britânico o que é do britânico...

Happy Birthday to Paul McCartney!!


17 de junho de 2013

Bons lugares, gastando pouco

No post anterior, falei de como é bom viajar quando sabemos que vamos encontrar a cidade destino vazia, sem aquela muvuca de feriadão. Eu adoro viajar para cidades turísticas fora das temporadas e de finais de semana óbvios.

Dessa vez, além dos lugares vistos nas fotos do post anterior, visitei um lugar muito bonitinho, cercado de verde e sons de bichos, bem no meio do centro urbano. A entrada custou R$ 5,00, só pra manutenção. Lá dentro, é impossível imaginar que o local é cercado por calçadas, ruas e gente. É quase um paraíso, abençoado por São Francisco de Assis, claro...

Olha o que eu achei no meio de um monte de verde, bem escondidinho...


E, vigiado por ele, olha o lugar...