1 de abril de 2013

Todos os males tem um antídoto


Lendo um texto do Xico Sá (mais um, dos muitos que já reproduzi aqui no blog), fiquei a pensar sobre o período que o fim de um relacionamento requer. É, sem dúvida, um período de luto. 

O luto, como todo mundo bem sabe, precisa ser vivido, em todas as suas fases, para que um dia ele passe. Precisa ser entendido, chorado, embriagado, rasgado, cansado, e por fim, esgotado. Se não for assim, ele fica orbitando em nossa volta, pra sempre.

O antídoto para o mal do coração doído é ouvir o disco dos Smiths até furar... hehehe...

A receita do peruano Vargas Llosa, no romance “Tia Júlia e o Escrevinhador”, é mais simples e mais purgativa: “Para dores de amor, nada melhor do que leite de magnésia (…). Na maior parte das vezes, os chamados males de amor, etcétera, são distúrbios digestivos, feijões duros que não digerem, peixe estragado, entupimento. Um bom purgante fulmina a loucura do amor.”

Fico com a do Xico...

"Como é que se esquece alguém que se ama?

“As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar.

Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre.

Podem pôr-se processos e ações de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas!”

2 comentários:

  1. Espero que seja um post metafórico, mas se for uma situação real, e estiver acontecendo com você, reze por ele. A pessoa que perde alguém como você, um presente que é, precisa de muita prece!

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    1. É só um pensamento acerca dos "fins". As vezes, eles precisam acontecer, ou para dar lugar ao novo, ou para repaginar o antigo... :)

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