15 de abril de 2013

Considerações acerca de O Diário de Anne Frank


Iniciei, na sexta-feira, a leitura de "O Diário de Anne Frank". Apesar de não ter conseguido terminá-lo no fim de semana, por causa de outros compromissos, avancei bastante na leitura e hoje estou quase no final, com uma confissão a fazer: esperava outra coisa.

Tenho um interesse especial por histórias da guerra, não sei porque. Gosto, especialmente, dos relatos, sejam eles em filmes, documentários ou livros. Já vi e li muita coisa a respeito, e sempre procuro por mais sobre o assunto.

Publicado originalmente em 1947, "O Diário de Anne Frank" já foi lido por milhões de pessoas em todo o mundo. A edição que estou lendo, porém, traz pela primeira vez a íntegra dos escritos de Anne, com todos os trechos e anotações que o pai da menina cortou para lançar a versão conhecida do livro. Claro que é  comovente ler que, mesmo no contexto tenebroso do nazismo e guerra, ela viveu problemas e conflitos de uma adolescente de qualquer lugar e tempo, mas o documento é uma narrativa tenra do cotidiano de uma menina, como outra menina qualquer, passando pelas transformações que a idade requer. 

Talvez, por esperar outro tipo de narrativa, eu não tenha me comovido com essa. Não chorei baldes, como aconteceu em "O menino do pijama listrado", "A menina que roubava livros" ou "A chave de Sarah". Não tem, exatamente, relatos sobre os acontecimentos nos campos, e sim sobre os acontecimentos de um sótão onde a família se escondeu até ser descoberta pelos nazistas, já bem no fim do livro. Claro, se não fosse assim, não teria sido um diário, óbvio...

De qualquer maneira, não me comoveu.

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