8 de março de 2013

Igualdade entre os sexos: um direito humano

Nada a comemorar. Só a refletir... Mesmo porque a data não é marcada por conquista, e sim por tragédia.

Conquistamos direito ao voto, ao trabalho, ao estudo, à liberdade de expressão e à liberdade sexual.

Conquistamos espaço na política e no mercado de trabalho.

Conquistamos respeito...

E sob a máscara da discriminação, nossos salários ainda são menores que os dos homens, ainda há infinitamente menos mulheres assumindo cargos eletivos do que homens, e ainda há homem que pensa que lugar de mulher é no fogão, ou debaixo de porrada.

Invariavelmente, ouço, nos dias em que estou puta da vida, que isso não é nada... É só a TPM. Homem estressado é homem que trabalha demais. Mulher estressada ou está na TPM, ou foi mal comida... É o que dizem.

Então, mulherada, não aceite de ninguém "um feliz dia das mulheres". Hoje é, de fato, um dia para se comemorar? Dá pra comemorar o dia internacional da mulher na mesma ocasião em que homens são condenados há 22 anos de cadeia, mas que vão cumprir apenas 6, por ter tratado uma mulher como comida de cachorro?

Abaixo, o artigo da professora Mazé Favarão, que eu replico na íntegra,e comungo, parcialmente.

Igualdade entre os sexos: um direito humano

"Desde que a sociedade moderna compreendeu diferentes lutas por direitos sociais como questão de direito humano, temos conseguido colocar no devido lugar reivindicações como educação, saúde, moradia, defesa da criança e adolescentes, do idoso, das minorias, entre outras e, também, a luta pela efetiva igualdade entre gêneros.
Claro que o status quo dos anos 50 do século passado tratou de forma jocosa as lutas feministas contrapondo inclusive com estereótipos femininos que, na sua essência, amarravam mais ainda a luta pela liberdade da mulher. Padrões de beleza, produtos infantis que buscam moldar a personalidade das meninas, expectativas mais elevadas para que a mulher prove sua capacidade, têm sido mantidos como forma imaterial de resistência à luta feminista.
 Mas os dados atuais mostram que não apenas a liberdade do pensar e agir estava na pauta, era, como é até hoje, o direito pela plenitude humana das mulheres e sua sobrevivência física o que devem estar no centro das reivindicações delas e deles.
Dados da ONU mostram que a violência contra mulheres não é só no campo simbólico: uma em cada três mulheres será vítima de estupro ou espancamento em sua vida, meninas ainda são comercializadas por alimentos por suas famílias famintas, salários de mulheres são  inferiores aos de homens na mesma posição, há meses, o mundo acompanhou estarrecido a morte da estudante indiana, após ser seviciada. Canais de televisão são impulsionados a tratar do tema mesmo dentro dos limites da linguagem novelística.
No Brasil, tanto o governo Lula quanto no de Dilma Roussef,  a Secretaria de Políticas para as Mulheres, além da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, tem oferecido programas e ações que, implementadas pelos municípios, apresentaram avanços importantes na construção dessa igualdade tão decantada na atualidade.
O Partido dos Trabalhadores, em seu último Congresso, aprovou a paridade entre homens e mulheres em todas as instâncias partidárias, além de avançar na representação de minorias étnicas e de jovens. São decisões que demonstram, na prática, a disposição de reduzir a desigualdade, forçando mudança de posturas de seus  militantes e simpatizantes e, quem sabe, da sociedade. Não se trata de modismo, de modernidade formal, são respostas exigidas pelas mulheres, mesmo que silenciosamente.
Comemorar o dia Internacional da Mulher, lembrando sua origem e apontando para as tarefas futuras, é matéria pertinente à defesa de um de direito humano: vida plena e respeitosa para todos. E TODAS".

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