10 de dezembro de 2012

O amor é voluntário

ESCOLHA abrir as portas, não espere que elas se abram sozinhas. Abrir portas demanda força, mas vela a pena. Nada se constrói na inércia.

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Estava lendo um texto que trazia uma visão mais biológica e menos romântica da história de Romeu e Julieta que, há 5 séculos, inspira os casais apaixonados.

O texto dizia que eles deram cabo de suas vidas antes que o tempo desse cabo da paixão. Isso me fez pensar nas nossas escolhas...

Cientificamente comprovado, a paixão tem prazo de validade determinado. Dura, em média, 18 meses para os homens e 36 meses para as mulheres. Nesse período, quando a euforia é grande, costumamos não enxergar os defeitos do par, ou tendemos a achar que alguns hábitos ou comportamentos não são tão graves assim. Penso que essa é a primeira fase do relacionamento.

Na segunda fase começamos a enxergar com olhos críticos o que antes parecia só um probleminha sem importância. É nesse estágio que tentamos mudar nosso par. Claro que a tentativa é frustrada porque ninguém muda ninguém. A meu ver, essa fase é curta, turbulenta e decisiva. É nela que as relações afundam ou se consolidam, sem meio-termo.

Isso porque é nesse estágio que ESCOLHEMOS amar. Não a quem amar, mas amar, como verbo mesmo... como ação. AMAR É UMA ESCOLHA. É hora de a gente olhar para o outro e ver que, apesar de todos os defeitos, você escolhe amá-lo. Essa escolha demanda a maturidade e experiência de saber que, se escolher viver outra paixão, porque essa já se esgotou, daqui a 2 ou 3 anos passará por isso novamente, até que entenda que a vida é assim mesmo, e que a paixão é cíclica e o amor não. O amor se constrói com o tempo. E então, já que isso vai se repetir sempre, porque não tentar com quem já se tem uma história? 

Teoricamente é fácil...

Mas não é... nunca é... 

E fica mais difícil ainda quando passamos a vida toda confundindo amor e paixão. A gente acha que é a mesma coisa e que, quando a paixão acaba, tudo se acaba junto, e aí não escolhemos amar. A chance vai embora sem que a gente nem se dê conta. Tem gente que passa a vida toda sem escolher amar. É como aprender a dançar, a andar de bicicleta ou a tricotar. Não é involuntário: é preciso querer! O verdadeiro exercício do amor não deve cansar o coração.

O meu está surrado, e até calejadinho... mas CANSADO AINDA NÃO está não!!!... :)

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