17 de dezembro de 2012

Êeeeee sôdade!!!

Na arrumação do meu guarda-roupa, achei uma foto da república onde morei em Rio Claro, em 1994. Na verdade, morei em 2 repúblicas lá: no primeiro ano da faculdade morava em uma casa que, quando cheguei, já estava montada e então só precisei mobiliar o quarto que dividia com uma amiga. Lembro-me que dormimos por muitos meses no chão, e que fizemos a nossa própria mesa, de madeira. 

Também tínhamos um armário de caixotes de tomate, e uma sapateira de caixas de papelão. 

Para a mesa, compramos a madeira numa madeireira e fomos buscar a pé, do outro lado da cidade. O vendedor fez a gentileza de cortar mas, mesmo assim, nós sofremos. Pesava pra burro e depois de a mesa toda pregadinha, achamos que estava à contento.

O único problema é que a madeira estava verde e, além de empenar tudo, fedia pra caramba...

Mas isso não vem ao caso. O post é por causa da nossa geladeira. Quando mudamos para uma outra casa, não tínhamos absolutamente nada (só a mesa fedida). Então, nossos pais entraram em ação e cada um doou o que tinha sobrando. 

Levei o sofá. A mãe de uma amiga doou o fogão e a mesa de cozinha, cujas cadeiras estavam tão puídas que espetavam nossas bundas o tempo todo. O guarda-roupas e os armários de cozinha já estavam na casa, porque eram embutidos. Um pouco antes de nos mudarmos havíamos comprados camas novas, mas tão vagabundas, que fazia barulho a noite inteirinha. 

Ainda tínhamos uma estante feita de blocos de concreto e pranchas de madeira compensada, uma TV com antena de bombril e uma escrivaninha que meu amigo havia deixado na casa, porque morou lá antes de nós.

Bom, faltava a geladeira. Um dia, no intervalo das aulas (estudávamos em tempo integral e nosso intervalo era das 12 às 14h) minha amiga chegou empolgadíssima. Disse que havia achado a geladeira em loja de móveis usados, que ela não estava muito bonita, mas que cabia no nosso bolso - de estudante. Então me arrastou para a loja, porque já estava passando do tempo de termos o utensílio.

Cheguei na loja e passei direto pela fulana. Nem cogitei a possibilidade de a geladeira em questão ser aquela caixa enferrujada. Mas era!!!

Depois de muita luta, fui convencida a levar o trambolho. Acreditem: a geladeira foi levada por nós em um carrinho de mão. Em casa, foi lixada, lixada, lixada... lixada, lixada... vai... põe lixada nisso, e ganhou uma mão de tinta.

Querem saber? Ela gelava à beça. Muito mesmo. Era potente!!! E hoje, pensando nela, acho até que era linda. Não sei que fim levou nossa Brastemp Imperador, porque quando saí da república as meninas ainda ficaram por lá, mas bem que eu queria aquela geladeira pra mim, hoje...


Muita história...

Muita saudade...

:)

E eu aqui, na maior insônia!


2 comentários:

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