23 de abril de 2012

Na alegria e na tristeza...

Ontem vi meus três amores da adolescência. Amigos que, há 23 anos, povoam meu pensamento e meu coração com coisas boas e que, apesar do tempo e da distância, permanecem tão guardadinhos aqui quanto estavam há 2 décadas.

Acho que o encontro desenterrou coisas. Hoje, me sinto tão feliz quanto miserável. Com o passar dos tempos, as relações que temos com as pessoas, inevitavelmente, redefinem-se. Umas, aprofundam-se. Outras, extinguem-se. Pelo que sinto neste momento, penso que nada daquilo foi extinto, mas apesar disso, a tristeza está me consumindo um pouquinho hoje.

Cumpro minhas fases sem pressa, e, à medida que envelheço, gosto mais de mim. Estou menos auto-crítica, e então aprendi a conviver com meus defeitos e a reconhecer minhas qualidades.

Reconheço, entre elas, coragem. Ultimamente, tive coragem de deixar um emprego que me oprimia, coragem de dizer a um homem de quem gosto que eu havia chegado no meu limite, coragem de assumir novos desafios, e ontem, coragem de reencontrar pessoas que eu amo.

Difícil livrar-se das couraças que amarram o nosso coração, não é? É preciso ter coragem... E aos poucos vamos dando cada vez menos valor àquilo que os outros pensam e mais valor ao que sentimos. Aprendemos a apreciar e a saborear a solidão, porque sabemos que ninguém nos compreende tão bem quanto nós mesmos.

Aprendi a viver sozinha, mesmo quando estou acompanhada, mas apesar de preservar minha solidão, é muito bom ter amigos...

Acho que os ditos “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe” não cabe aos casamentos... cabe às amizades!

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