21 de fevereiro de 2012

Realmente há coisas que não tem preço...


Há 5 meses roubaram meu carro. Saí de uma festa num domingo à noite e ele não estava mais no lugar onde eu o havia deixado. Dei-me conta disso depois de andar pra lá e pra cá na rua por várias vezes, e finalmente me convencer de que o haviam levado.

Bem que dizem que a sensação, na hora que se percebe uma agressão dessas, é uma surpresa. Eu, por exemplo, tive calma e tive muita vontade de tomar banho. Depois também tive vontade de chorar. Até hoje não recuperei o prejuízo financeiro e, sinceramente, não me importo muito com ele.

Há outra coisa, nesse episódio, que incomoda... Quem me conhece sabe que ando às voltas com a minha casa nova, que está prestes a ficar prontinha, prontinha. Por conta disso o carro estava cheio de coisas que eu havia comprado – roupas de cama, principalmente. Não paro de pensar em quem anda usando meus lençóis.

Mas acreditem: sinto mesmo pela minha tartaruga! Ganhei o mimo de alguém muito querido e senti tanto pela perda do meu presente que parece até que a pequena tartaruguinha de pelúcia ganhou vida. Às vezes fico imaginando quem está com ela ou se ela ainda existe. É impressionante como os valores honestos nunca são invertidos.

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