25 de agosto de 2016

Tirando mancha de vinho tinto do algodão

Remover mancha de vinho tinto quando o líquido acaba de pingar no tecido é relativamente fácil. Um pouco de água morna resolve o problema. Mas se a mancha secar, a coisa complica, e muito. 

Tenho uma toalha que é quase uma obra de arte: de linho fino, com renda de algodão, bordada à mão e importada de Portugal. Minha avó comprou para o enxoval da minha tia, na década de 50, e agora ela é minha. Ela nunca havia sido usada mas mesmo assim, antes de me presentear, minha tia lavou e engomou a peça, e ela ficou impecável.

Até que um amigo derrubou vinho tinto em vários pontos dela, e eu fiquei com o coração partido...

A mancha secou e a toalha estava lá guardada sem lavar, porque ouvi de um tintureiro que, com alguma técnica, seria possível tirar manchas de vinho tinto das toalhas desde que ela não tenha sido previamente tentada, ou seja, se você levar a peça à uma tinturaria TALVEZ eles removam a mancha, desde que você não tenha tentado fazer isso em casa, porque, com a técnica errada, a mancha se potencializa e se perpetua.



Mas eu não estava muito conformada em pagar R$ 40,00 pro tintureiro tentar salvar minha toalha. Então, pesquisando na internet, achei um monte de dicas de como AMENIZAR o problema, nenhuma com muita garantia.

Resolvi testar. Misturei 1 medida de detergente líquido neutro (o de lavar louça mesmo) e 2 medidas de água oxigenada (para desinfecção, e não para clareamento). Apliquei sobre as manchas com uma escova de dentes velha e fiquei esfregando por uns minutos. De tempos em tempos, aplicava mais um pouquinho dessa mistura e esfregava. 


Achei que as manchas tinham clareado, mas em certo momento, esse processo se estabilizou. Daí, como bicarbonato e vinagre resolvem quase tudo, eu coloquei um punhadinho de bicarbonato sobre a mancha e derramei vinagre branco. Fiz isso porque acredito que a efervescência que a mistura provoca ajudaria a abrir as fibras do tecido. Esfreguei de novo com a escovinha, e deixei toda essa mistureba agindo por uns 20 minutos. Durante esse tempo, despejei essas misturas todas algumas vezes e passava a escova.


TODAS as manchas sumiram! Depois lavei normalmente na máquina e a toalha está totalmente recuperada. Chupa tintureiro! Gastei R$ 2,30 com a compra da água oxigenada, e o resto eu tinha em casa, mas mesmo que eu precisasse comprar tudo o que usei, a soma daria no máximo R$ 10.

Fora o prazer de ter feito sozinha, né? Delícia!




23 de agosto de 2016

Eu, meu Ibrik, e nosso caso de amor é ódio

Quem acompanha o blog já sabe que toda vez que eu vou à Santa Catarina trago um presentinho pra minha casa. Essa nunca é a intenção da viagem mas lá cristais e porcelanas têm preços tão atrativos que ficam irresistíveis. E agora, a cerâmica também me conquistou.

Na minha última ida, voltei com panelas de cerâmica compradas direto na loja de fábrica da Ceralflame, e paguei por elas a metade do preço que pagaria aqui. Além delas, comprei um Ibrik (ou Cezve), que é o recipiente ideal para se fazer café turco. A peça é linda, e eu estou meio apaixonadinha por ela.


Felizona, assisti vídeos ensinando a técnica, comprei especiarias, rodei até achar o pó moído na textura certinha, e pus mãos à obra.

Gente, na boa, não é tão simples quanto parece (e nem tão gostoso também).

Os vídeos na internet dão conta de que você deve colocar o pó, a água, o açúcar, e o que mais lhe apetecer tudo junto e ferver algumas vezes essa mistura até poder servir. Simples assim, #sqn. Até eu conseguir fazer uma única xícara, a lambança foi grande (explico no vídeo) e o resultado final... bom, melhor eu treinar mais um pouco antes de dar minha opinião sobre o resultado final.



Considerações

Porque é preciso fazer o café turco num Ibrik?

O Ibrik é um recipiente pequenino, o que mantém a temperatura uniforme, e sua base é mais larga que sua boca, o que garante a fervura correta do café. O café turco precisa ser fervido duas ou três vezes antes de ser servido e entre cada ebulição da mistura (água, café, açúcar e especiarias), deve descansar por alguns segundos fora da chama. O cabo é bem comprido para evitar queimaduras, já que o manuseio dessa panelinha é constante.


Qual a dificuldade?

Antes de acertar o momento certinho de tirar o Ibrik da chama - comecei tirando assim que começava a fervura - eu fiz muita sujeira e perdi muito café. Quando o líquido entra em estado de ebulição, já é tarde para ser retirado do fogo porque o Ibrik está numa temperatura tão alta que mantém o processo. O resultado é que essa mistura ferve pra valer e "sobe", como se fosse leite, derramando tudo.


A percepção

Então depois de entender esse processo, comecei a retirar o Ibrik do fogo nos primeiros sinas de ebulição, quando a água dá aquela tremidinha mas não borbulha, sabe? Isso eu só consegui acertar depois da quarta ou quinta tentativa. Além do café, também perdi cardamomo todas as vezes que essa mistura derramou, o que me deixou chateadíssima porque o quilo dessa especiaria custa a bagatela de R$ 250 contos!


O resultado

Depois de ferver por três vezes a mistura de pó de café (1 colher de sobremesa), água (50 ml), açúcar e cardamomo (que no caso poderia ser anis estrelado ou canela também), é só servir, sem coar. O pó utilizado não pode ser o comprado no supermercado porque a moagem dele não é a adequada para o café turco. No turco, o pó tem que ser moído bem fininho, com textura de talco, muito pulverizado. É essa moagem correta que permite que o café seja fervido tantas vezes sem alterar seu sabor. O resultado é um café bem encorpado, muito aromático, mas que não conquistou o meu paladar. Pelo menos não o feito por mim. Talvez eu precise refazer agora, mais familiarizada com o passo a passo, e reavaliar esse sabor.


A gracinha

Bom, nem tudo foi ruim nessa experiência. Além de ter conseguido finalmente fazer uma xícara minimamente "tomável", o café turco reserva uma gracinha no final do processo: a borra no fundo da xícara, o que permite a prática da cafeomancia, técnica usada para descobrir o futuro através da borra do café. Ela foi desenvolvida pelos árabes e era usada pelas odaliscas dos antigos sultões. Esse oráculo ajuda no desenvolvimento da intuição, e é um exercício para a percepção espiritual, a medida que se tenta desvendar os significados dos símbolos.


 

  
(clique nas imagens para ampliar)

Eu obviamente não sei fazer a leitura da borra, mas vi que no fundo da minha xícara apareceu um golfinho com chifre (ou será um unicórnio aquático?)



Algumas dicas que encontrei na internet

Para fazer a leitura da borra do café é preciso estar em um ambiente calmo e silencioso.

Purifique o ambiente com incenso e coloque sobre a mesa em que a consulta será feita um copo com água e sal, isso ajudará a afastar energias negativas. Não é aconselhável fazer a leitura quando estiver angustiado ou ansioso, faça quando estiver tranqüilo. Isso porque os elementais acabam brincando com você, e os desenhos podem sair de forma estranha.

Prepare a mistura com pó de café, açúcar e água fervente. Deixar a mistura consistente. Depois, coloque 3 colheres (sobremesa) no fundo da xícara e tampe a com um pires. Vire a xícara para dentro, ou seja, na direção do coração e mentalize a pergunta desejada.Outro método para fazer a leitura é tomar o café e virar a xícara sobre o pires, mas nesse, é preciso mentalizar a pergunta enquanto estiver tomando o café. É preferível que a xícara seja branca.

A boa leitura depende de dois fatores: o significado das figuras e a posição delas na xícara. Se as imagens se formarem à esquerda da asa é sinal de que está sofrendo influência do passado. À direita, significa que está sob influência de fatos futuros. Próxima da asa ou da borda, indica que o resultado da sua "leitura" aparecerá mais rápido e nas laterais, os acontecimentos serão mais para o futuro.

Com a palavra, a profissional

O vídeo da barista Cecília Sanada, da Octávio Café, mostra que o processo é bem mais tranquilo que o que eu enfrentei, e não suja a cozinha toda. Talvez valha a pena ir tomar o dela, mesmo a casa cobrando 40 contos de estacionamento (foram 47, pra ser exata!)

11 de agosto de 2016

Pança cheia :: São Paulo tem um monte de festival gastronômico até o fim do ano


De uns tempos para cá, os festivais gastronômicos invadiram São Paulo e tá a maior modinha. Já teve festival do churros, do milho, do morango, e ainda vai rolar um montão deles. Tem de tacos, ceviche, queijos, sopa, brigadeiro, tem pra bolso raso e bolso fundo, tem pra paladar doce e paladar salgado... 

Deve ter mais uma porção rolando nos próximos finais de semana, mas as informações que eu tenho só desses que eu vou listar aqui no post.

Bora lá?

Agosto


Festival de Food Trucks Pais no West Plaza


A fim de complementar a oferta gastronômica na área, que já conta com opções como La Pasta Gialla e Pecorino Bar & Trattoria, food trucks e food bikes levará para o evento o melhor da gastronomia urbana, variando desde pratos típicos regionais até clássicos internacionais. Entre as especialidades estão, por exemplo, culinárias portuguesa, mexicana e australiana, ao lado de ceviches, especialidades com peixes e frutos do mar, sanduíches, hambúrgueres e coxinhas, tudo acompanhado por cervejas especiais e vinhos. Para a sobremesa, sonhos recheados, milk-shakes e brigadeiros gourmet farão a alegria do público. As opções serão vendidas a preços que variam de R$ 5 a R$ 35.
Quando: 11 a 14 de agosto de 2016
Quanto: Entrada gratuita (cardápio de R$ 5 a R$ 35)
Onde: Shopping West Plaza


Festa ao ar livre no Eataly


Sob o comando dos chefs executivos do Eataly, Ligia Karazawa e José Barattino, o sabor da Itália estará garantido, acompanhados pelas cervejas artesanais Paulistania e Barbante. Os sanduíches custarão R$ 28 e as bebidas e chopp saem por R$ 10.
Quando: 13 de agosto de 2016
Quanto: Sanduíches: R$ 28 / Bebidas e chopp: R$ 10
Onde: Eataly São Paulo


Festa de Nossa Senhora Achiropita


A 90ª edição da Festa de Nossa Senhora da Achiropita acontece no bairro do Bixiga nos finais de semana de 06 de agosto a 04 de setembro de 2016. O evento gastronômico deve receber cerca de 250 mil pessoas (20 mil por noite) dispostas a aproveitar o melhor da culinária, dança e música italiana. Em torno de 30 barracas vão oferecer delícias como polenta (R$ 10), fatias de pizza (R$ 4), fogazza (R$ 8) e, claro, os irresistíveis doces típicos. Elas ficam instaladas nas ruas 13 de maio, São Vicente e Doutor Luiz Barreto. A Procissão de Nossa Senhora Achiropita acontece no dia 21 de agosto, domingo, e tem a saída marcada em frente a igreja às 15h.
Quando: 06 de agosto a 04 de setembro de 2016
Quanto: Entrada gratuita
Onde: Rua 13 de maio


Festival de Sopas Ceagesp


A temporada 2016 do Festival de Sopas Ceagesp estreia no dia 4 de maio de 2016 e se estende até 21 de agosto, de quarta a domingo, a partir das 18h. Pelo preço fixo de R$ 33,90 por pessoa (bebidas e sobremesas à parte), os clientes poderão saborear à vontade seis tipos de sopas por semana, incluindo a de cebola. 
Quando: até 21 de agosto 
Quanto: R$ 33,90 por pessoa (bebidas, sobremesas e mesa de antepastos cobradas à parte)
Onde: Ceagesp


Festival de Coxinhas no CERET


O evento trará não só a tradicional coxinha de frango, mas também recheios e massas exclusivas para o festival, como alho-poró, calabresa, camarão, palmito, carne seca, pizza, bacon, costela, salmão, acarajé, strogonoff, entre outras. Tem também os sabores doces, como churros, brigadeiro, doce de leite, beijinho, coxinha de leite ninho e as deliciosas coxinhas veganas.
Quando: 20 e 21 de agosto de 2016
Quanto: Entrada gatuita
Onde: Ceret Tatuapé


2º Festival do Brigadeiro na Av. Paulista


No cardápio, as mais diferentes variações de brigadeiro e também doces com o sabor brigadeiro, como churros, mousse, sorvetes e por aí vai. Já os brigadeiros vem em sabores como tradicional, chocolate belga, chocolate meio amargo, nozes, chocolate branco, creme de avelã, churros, amêndoas e também outros mais diferentes, como caramelo, cachaça, limão siciliano, cappuccino, romeu e julieta, hibisco, crème brûlée e muito mais.
Quando: 27 e 28 de agosto de 2016
Quanto: Entrada gatuita
Onde: Club Homs


Setembro


5ª Churrascada


No dia 3 de setembro, a agência Haute e os especialistas em carnes Rogério Betti e Gustavo Bottino realizam a 5ª edição do festival gastronômico Churrascada. Diferentemente das últimas edições, que receberam até três mil pessoas por dia, a Churrascada agora passa a ser mais compacta, para até mil pessoas, e acontecerá em um antigo moinho da família Matarazzo, na rua do Bucolismo, região central de São Paulo, das 13h às 22h.
Quando: 3 de setembro de 2016
Quanto: R$ 300 (open bar de cerveja, água e refrigerante)
Onde: Centro de São Paulo


5º Festival de Cerveja Artesanal


Nos dias 03 e 04 de setembro, São Paulo recebe a 5º Festival de Cerveja Artesanal no Memorial da América Latina. A entrada para o evento é gratuita. O evento vai trazer microempreendedores e someliers de cerveja, com diversos rótulos e sabores para os apreciadores da boa cerveja e também para aqueles que adoram novidades.
Quando: 03 e 04 de setembro de 2016
Quanto: Entrada gratuita
Onde: Memorial da América Latina


Festival de Taco no Memorial da América Latina


Serão todos os tipos imagináveis de tacos sendo vendidos durante o evento. Entre os acompanhamentos estão sour cream, chilli, queijo e varias opções de recheio entre: carne desfiada, frango, pernil, calabresa, salmão, cogumelos, vegetariano e muito mais. Além disso, haverá outros estandes vendendo outros tipos de comidinhas e doces.
Quando: 10 e 11 de setembro de 2016
Quanto: Entrada gratuita
Onde: Memorial da América Latina


Festival do Ceviche no Memorial da América Latina


Além do menu variado de ceviche, o organizador, Marcio Carneiro Alvarez, conta que vamos ter uma ampla praça de alimentação com outros quitutes latinos e ainda sugere cervejas artesanais, vinhos e drinks à base de pisco para acompanhar essa delícia. 
Quando: 10 e 11 de setembro de 2016
Quanto: Entrada gratuita
Onde: Memorial da América Latina


Outubro


Feira de Queijos na Av. Paulista


O evento vai trazer diversas delícias direto dos produtores, como embutidos, biscoitos, bolos, pães, doces, compotas, salames, sucos, geleias, vinhos, cachaça, licores, cervejas artesanais, hidromel, temperos, pimentas e outras guloseimas para comer na hora ou levar para casa.
Quando: 22 e 23 de outubro de 2016
Quanto: Entrada gratuita
Onde: Club Homs


Mercado da Roça - Feira dos Produtores


O evento trará produtos direto dos seus produtores: queijos, embutidos (linguiças, salames, frios), doces, geleias, compotas, antepastos, temperos, biscoitos, pães, bolos, chocolates, vinhos, licores, cachaças, cervejas artesanais e utensílios e acessórios culinários (tábua de carne, pano de prato, colher de pau, canecas, coadores) e muito mais. 
Quando: 22 e 23 de outubro de 2016
Quanto: Entrada gratuita
Onde: Club Homs


Durante o ano todo


Festival Árabe de Rua no Centro


O Festival Árabe, evento com mais de 100 tendas com o melhor da cultura dos países do Oriente Médio, está com novo endereço. Agora o festival funciona no novo Parque Dom Pedro II, junto ao Museu Catavento, na região central de São Paulo. A entrada é gratuita e o festival acontece aos sábados e domingos das 10h às 20h. No festival, o público tem a oportunidade de conhecer e se aproximar da cultura de países do oriente médio como Bahein, Comores, Djibouti, Kuwait, Líbia, Mauritânia, Omã, Catar, Sudão, Iemen, Somália, Tunísia e Iraque, além dos mais conhecidos como Líbano, Síria, Egito, Marrocos, Arábia Saudita, Jordânia, Palestina, Argélia e Emirados Árabes.
Quando: Sábados e domingos, das 10h às 20h
Quanto: Entrada gratuita
Onde: Avenida Mercúrio


Festival Gastronômico no Parque Burle Marx


O local é coberto pelas copas das árvores e possui mesinhas com bancos feitos de reaproveitamento de troncos, perfeito para um lanche, um almoço ou mesmo para uma bebida refrescante no meio da tarde. De forma intimista os food trucks, food bikes e carrinhos de sorvete são organizados para atender todas as demandas e gostos. Com a ideia de ter sempre a opção de pratos com carne, vegetarianos, massas, peixes e sobremesas com doces ou sorvetes parte da renda é revertida para manutenção do parque, que é gerido e mantido pela Fundação Aron Birmann.
Quando: Sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h
Quanto: Entrada grátis
Onde: Parque Burle Marx

26 de julho de 2016

Projeto baratinho com suculentas


Quem acompanha o blog sabe que eu adoro suculentas. São fáceis de cultivar em apartamento, não crescem demasiadamente e nem tão rápido, e não necessitam de muita rega, ou seja, não fica aquela aguaceira em casa.

Então tenho um monte delas. E como essas plantinhas brotam como mato, vivem dando novas mudinhas.
Elas nascem tão pequeninas que dá pra fazer mini arranjos bem interessantes. Tem gente que até usa pra design de bijuterias, mas minha habilidade se restringe aos arranjos mesmo, ainda...


 Há umas semanas eu comprei mini-luminárias de ferro, à um precinho totalmente convidativo nessas lojas de coreanos que estão invadindo os as ruas de grande comércio das cidades, sabe? São lojas que vendem de tudo e então vale a pena sempre dar uma garimpada. O problema é que você compra hoje e a semana que vem não tem mais, mas em compensação, semana que vem tem novidades! 

Bom, voltando às luminárias, comprei sem muito objetivo, mas o preço era ótimo e elas, bem bonitinhas.


Ontem à noite eu achei uma utilidade pra elas. Podei minhas suculentas dos vasos mais antigos e elas estavam cheias de mudinhas. 

Então, fiz pequenos arranjos naquelas latinhas que vem com velas pra rechaud, sabe? 

Não fiz direto no suporte da própria luminária pra não correr o risco de enferrujá-la.

É só colocar terra e encostar a suculenta. Tem coisa mais fácil?







25 de julho de 2016

10 programas perfeitos pra quem ama jazz

Originário de Nova Orleans e, depois, Chicago e Nova York, o jazz teve, na cultura popular e na criatividade das comunidades negras que ali viviam, um de seus espaços de desenvolvimento mais importantes e, até hoje, é referência de música de qualidade.

Para quem não sabe, São Paulo oferece lugares incríveis que são verdadeiras homenagens ao Jazz e muitos de seus compositores. Restaurante, um bar ou até mesmo uma lanchonete, os estabelecimentos contam com ambientes intimistas, charmosos e extremamente convidativos. 


SAMPA JAZZ



Um clube de jazz cheio de charme. Um bar especial, em meio ao agito do Ipiranga. Uma referência em culinária criativa. Um espaço premiado, pronto para receber eventos de todos os tamanhos. O Sampa Jazz é tudo isso. E também é algo totalmente diferente, que só a sua experiência pode definir.

A trilha sonora é o jazz ao vivo, em seu sentido mais amplo. No local, as únicas regras são a liberdade e a experimentação – das raízes ao fusion, passando por bebop, acid jazz, samba, blues, MPB, cool jazz e muito mais. Emoldurado pelas famosas cortinas de veludo e pela vitrine da Rua Arcipreste Ezequias, o palco recebe artistas vocais e instrumentais que passeiam por standards e trabalhos autorais.

Assim como a música, a gastronomia também tem inspiração boêmia e vocação para surpreender. O criativo cardápio e a carta de cervejas garantem experiências gustativas dignas de Proust: cozinha de bar, porções, petiscos, iscas, bruschettas e muito mais.

Serviço: Rua Arcipreste Ezequias, 245 - Alto do Ipiranga
Telefone: 11 3205-1007


JAZZ B



Dos mesmos criadores do Jazz nos Fundos, o Jazz B é um espaço de apreciação musical que conta também com um bar bem estruturado, boa gastronomia, café com Wi-Fi gratuito durante todo o dia, amplo menu de cervejas e chopp artesanal.

A casa localiza-se ao lado do Metrô República, no Centro de São Paulo, região que, após décadas de depreciação, renasce como parte importante do eixo cultural da cidade juntamente com o Baixo Augusta. Descontraído, moderno, colorido e elegante, o local tem um toque especial por conta da arquibancada em frente do palco, que convida os espectadores dos shows a se esparramarem confortavelmente para ouvir uma boa música. Quem prefere sentar com os amigos à mesa pode contar com ampla visão do palco de qualquer parte da casa.

Serviço: Rua Gen. Jardim, 43
Telefone:11 3257-4290


JAZZ NOS FUNDOS


Escondido nos fundos de um estacionamento no bairro de Pinheiros, o bar conquista pelo ar clandestino, simplicidade e boa música. Sempre com apresentações ao vivo, o Jazz nos Fundos busca resgatar a interação entre os músicos e o público com ambiente underground. Entre máquinas de costura, gavetas, ferros de construção e pedaços de aviões, os espaços vão tomando forma e delineando o estilo alternativo do local. Além dos objetos, a casa costuma abrir espaço para exposições de jovens artistas.

Aos sábados, a programação segue embalada por acordes e improvisações de jazz. No cardápio, cervejas com rótulos nacionais e importados, além de diversos drinks e bebidas típicas que acompanham petiscos selecionados dão charme e simplicidade ao local. 

Serviço: Rua Joao Moura, 1.076, Fundos do estacionamento - Pinheiros
Telefone: 11 3083-5975 


JAZZ RESTÔ & BURGERS


O restaurante foi idealizado há muitos anos pelo seu Chef André Berti. Apaixonado por boa comida, cozinhar e ouvir Jazz, surgiu a ideia de ter um espaço em que pudesse ter tudo isso reunido em um único lugar. 

Serviço: Largo Dona Ana Rosa, 33 - Vila Mariana
Telefone: 11 2369-1453


LE JAZZ BRASSERIE


Com menu francês de opções variadas, o restaurante toca jazz ao fundo e tem clima de bistrô parisiense. Uma ótima pedida para quem quer ouvir um som de qualidade e comer uma comida deliciosa em um ambiente aconchegante com cara de França. 

Serviço: Rua dos Pinheiros, 254 - Pinheiros
Telefone: 11 2359-8141


ALL OF JAZZ


Com um ambiente intimista, acolhedor e discreto, o All Pub é um bar que conta com shows diários ao vivo, com grandes talentos de músicos brasileiros do Jazz.

Serviço: Rua João Cachoeira, 1366 - Itaim Bibi
Telefone: 11 3849-1345


TONTON JAZZ MUSIC BAR


Situado em Moema, o Tonton Jazz & Music Bar é uma casa noturna onde os clientes podem curtir, ao vivo, músicas tocadas pelos melhores intérpretes do Jazz, Blues, Pop e Classic Rock, Black Music, Soul, Disco, Mpb, Bossa Nova, entre outros.

Decorada com fotos dos maiores jazzistas de todos os tempos, proporciona um ambiente sofisticado, aconchegante e alegre. O cardápio variado beneficia a cozinha italiana e francesa.

Para beber, variedade de drinks, cervejas nacionais e importadas e Clube do whisky. Vale a pena conferir o novo drink que leva o nome da casa: o Tonton, feito com coconut, licor de kiwi, suco de abacaxi e soda.

Serviço: Al. dos Pamaris, 55 - Moema
Telefone: 11 3804-0856 / 3804-0857 


MADELEINE JAZZ BAR


Um clube de jazz cheio de charme e um bar no meio do agito da Vila Madalena, o Madeleine Jazz Bar é referência de música e culinária criativa. Já ganhou dois anos consecutivos prêmio de melhor música ao vivo pela Revista Veja São Paulo. Dica: quinta e sexta são os dias mais quentes da casa.

Serviço: Rua Aspicuelta, 201 - Vila Madalena
Telefone: 11 2936-0616


BOURBON STREET MUSIC BAR


Considerado um dos melhores bares com música ao vivo, o Bourbon Street Music Bar tem forte inspiração de Nova Orleans. A casa em Moema é uma das mais famosas em São Paulo a tocar o ritmo norte-americano e o espaço conta com apresentações diárias de blues, jazz e soul. Por lá já passaram Ray Charles, Nina Simone, Diana Krall e Johnny Rivers.

Serviço: Rua dos Chanés, 127 - Moema
Telefone: 11 5095-6100


THE ORLEANS 


A Vila Madalena ficou ainda mais charmosa sediando The Orleans: um elegante Music Bar que une o prazer da boa música com a culinária de padrão internacional. A proposta do bar tem tudo a ver com a cidade americana que lhe empresta o nome, inspiração para os proprietários.

A terra de Louis Armstrong está bem representada na esquina das ruas Girassol e Wizard, numa enorme casa de tijolinhos aparentes cuja arquitetura remete às antigas construções da cidade americana que teve forte influência das culturas francesa e africana. O jazz é um dos ritmos tocado na casa, que recebe tanto artistas consagrados, como novos talentos.

Serviço: Rua Girassol, 398 - Vila Madalena
Telefone: 11 3031-1780

Mulherzice :: receita da Graupensuppe, a sopa de cevada do festival gastronômico de Pomerode


Há duas semanas eu estive em Santa Catarina e pude ir ao festival gastronômico de Pomerode. Foi ótimo: passeio, companhia, festival, comida, comprinhas... tudo de bom.

Devo estar muito por fora do universo gastronômico mesmo porque nunca tinha imaginado usar cevada em nenhuma receita mas, um dos pratos que provei na festa foi a sopa de cevada, ou Graupensuppe e, apesar de já ter gostado, achei que ela poderia ficar melhor porque em casa a gente sempre capricha mais na quantidade de ingredientes, né?

Então resolvi reproduzir a especialidade alemã e ficou bem boa e bem parecida com a que tomei em Pomerode. Pra quem quiser tentar, deixo a receita e o mode de preparo aqui no post.

Tem um porém: apesar de bem saborosa, a cevada é um grão bem durinho. Não sei se é só questão de tempo de cocção, acho que não, porque eu a cozinhei muuuuito. Suspeito que, por mais que se cozinhe, ela sempre vai ficar meio durinha... é uma característica do grão mesmo.



INGREDIENTES:
500g de músculo cortado em cubos médios
3 colheres de sopa de azeite
½ cebola
1 dente de alho
2 cubos de caldo de carne
2 cenouras pequenas
3 talos de salsão
1 xícara de cogumelos paris
1 xícara de ervilha congelada
1 xícara de cevada
alecrim fresco, tomilho fresco
sal, pimenta do reino


MODO DE PREPARO:

Corte o músculo em cubos médios e apare qualquer tendão ou excesso de gordura. Reserve.

Corte os cogumelos em pétalas, pique o alho e corte o salsão, a cebola e a cenoura em brunoise. Reserve.


Na panela onde será preparada a sopa, aqueça o azeite até ficar bem quente. Tempere a carne com sal e pimenta. Coloque metade da carne (tentado fazer com que os pedaços não se toquem) e deixe dourar por todos os lados. Retire os cubos de carne dourados, coloque em um prato, e repita o mesmo processo com a outra metade da carne. Ao preparar a carne em duas etapas, você garante que a sua carne fique realmente dourada e com a crostinha certa. Quando a panela fica muito cheia, a carne cozinha e não doura da maneira correta.


Deixe toda a carne dourada no prato. Nesse momento você terá a panela quente com azeite que sobrou e o gostinho da carne. Diminua o fogo e adicione a cebola e o alho picados. Deixe suar, mexendo constantemente. Quando a cebola estiver transparente, adicione cerca de 1 litro e meio de água e mexa para deglacear o fundo da panela. Adicione os cubos de caldo, alecrim, tomilho e retorne a carne para a panela. Deixe cozinhando por cerca de 1 hora, até a carne estar macia.

Quando a carne já estiver macia, adicione os legumes restantes – salsão, cenoura, ervilha e cogumelos – e a cevada.



Deixe cozinhar até a cevada estar macia. Prove e, se necessário, corrija o sal e a pimenta.


Brincando de casinha com rótulos de tinta lousa

Eu tenho um monte de potinhos vazios, de vidro, que vou guardando com o maior dó de irem pro lixo. Não sou acumuladora, mas os potes de vidro realmente me dão pena de jogar fora. 

Também tenho um monte de temperos e especiarias que ficam todas empilhadas em saquinhos plásticos num compartimento na porta da minha geladeira.

Tenho rótulos autoadesivos feitos com tinta lousa.

E tenho disposição pra brincar de casinha.

♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥


Obviamente não preciso ensinar ninguém a organizar geladeira e nem dar pitaco do que cada um faz com os potes que tem em casa. O que eu quero mostrar aqui são os rótulos que eu comprei no site aliexpress.com. Já os comprei há um tempinho mas não tinha me animado a usá-los ainda. 

Agora usei! Funcionam, são laváveis, tem um recorte muito bonitinho, meio vitoriano, são bem maleáveis e por isso dá pra colocar em superfícies cilíndricas, e custam bem pouco - paguei US$1,90 por 36 deles. O único problema é que eles são pequenos. Confesso que não li as especificações do produto, então nem posso reclamar. Eles medem 4,9 x 3,4 cm e daí fica desproporcional colá-los em potes muito grandes. Mesmo assim, eu adorei. A quem interessar, deixo o link para achar o produto aqui.